Em solenidade realizada no dia 27 de maio, o novo Fórum Cível de Guarulhos passou a ser denominado “Flávio Cleto Giovanni Trombetti”, em homenagem ao juiz, promotor, advogado e professor que teve significativa atuação em Guarulhos.
O evento contou com a presença do presidente de Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Ricardo Mair Anafe; o prefeito Gustavo Enric Costa – Guti; o secretário de Justiça, Airton Trevisan, e o diretor do Fórum Cível local e juiz da 1a. Vara Cível, Ricardo Felício Scaff, que presidiu a solenidade. O advogado Eduardo Ferrari, em cuja gestão na presidência da 57a. Subsecção da OAB foi feita a propositura dessa denominação, representou a instituição. Marcaram presença os filhos do homenageado, os também advogados Fábio Marcos Bernardes Trombetti e Flávio Marcelo Bernardes Trombetti, acompanhados de seus descendentes. O ambiente esteve lotado de advogados e serventuários da Justiça que foram alunos do professor Flávio Cleto e outros que com ele trabalharam em alguma das várias atividades que exerceu, assim como juízes que atuam ou atuaram na cidade.

Nascido em 1923, em São Paulo, Flávio Cleto Giovanni Trombetti foi casado com Helena Bernardes Trombetti; ela faleceu em 2003 e ele em 2006. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade S.Paulo, no largo São Francisco, em 1949, Trombetti foi promotor de Justiça e delegado de Polícia; juiz substituto nas comarcas de Guarulhos, Ribeirão Preto e outras, e juiz titular, de 1959 a 1977. Atuou como juiz em Guarulhos no período de 1966 a 1969, concluindo sua carreira na 7a. Vara Criminal de São Paulo em 1977.
Foi professor dos cursos de Direito e de Administração e Ciências Contábeis das Faculdades Integradas de Guarulhos; lecionou por seis meses no curso de Direito da Universidade Guarulhos e foi diretor do curso de Direito da FIG. Residiu em Guarulhos por 40 anos. Em 1981, foi agraciado com o título de “Cidadão Guarulhense”, pela Câmara Municipal de Guarulhos.
Poeta e escritor, foi um dos fundadores da Academia Guarulhense de Letras, ocupando a cadeira número 7, que tem como patrono Fagundes Varella. Foi presidente da entidade nos anos 2000 e 2001 e após falecer passou a ser o patrono da cadeira no. 39, ocupada pelo médico Dácio Montans.

Nas várias falas a respeito do homenageado, foi enaltecido seu tom conciliador e respeitoso, sempre cumpridor de seus deveres e dedicado às boas causas. Uma de suas atitudes dignas de registro foi a de direcionar aos detentos livros e revistas, para que pudessem ocupar o tempo com leitura sadia; bem como ter feito o possível para que profissionais de diversas áreas se propusessem a ensinar seus ofícios, para que, após cumprir as penas a que haviam sido condenados, os ex-presidiários estivessem em condições de serem úteis à sociedade e a ela se reintegrarem.

