O Conselho Nacional de Saúde (CNS) lançou, nesta quarta-feira (29/6), em conjunto com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e os conselhos de Secretários de Saúde (Conass) e de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), a campanha Vacina Mais, que visa incentivar a vacinação diante da queda nos índices de cobertura no país.
“Estamos trabalhando para desfazer falsas notícias que levam à morte”, disse o presidente do CNS, Fernando Pigatto, durante a cerimônia de lançamento da nova campanha, que conta, também, com as parcerias do Conass e Conasems.
Segundo o CNS, o Brasil é um dos “poucos países que oferecem um extenso rol de vacinas gratuitas à sua população”, com um Programa Nacional de Imunizações (PNI) que disponibiliza anualmente cerca de 300 milhões de vacinas contra mais de 30 doenças em aproximadamente 38 mil salas de vacinação espalhadas pelo território nacional.
O Conselho Nacional de Saúde reafirmou que a vacinação “é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, custo-efetivas e que salvam vidas”. O objetivo da campanha é o de “unir esforços para conscientizar a população do Brasil sobre a importância de aumentar a cobertura vacinal”.
Queda de cobertura
As entidades reforçam que doenças que haviam sido controladas ou erradicadas, como o sarampo e a meningite, estão voltando como resultado da falta de imunização.
Para o CNS, a imunização insuficiente resultou também no retorno do sarampo ao Brasil. “O país havia ficado livre da transmissão autóctone [que ocorre dentro do território nacional] do vírus causador dessa doença em 2016. Porém, a combinação de casos importados de sarampo e a baixa cobertura vacinal levaram o Brasil a ter um surto, que, desde 2018, tirou a vida de 40 pessoas, principalmente crianças”, frisou o CNS.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 2015 a 2021, o número de crianças vacinadas com a primeira dose contra a poliomielite caiu de 3.121.912 para 2.089.643. Para a terceira dose, no mesmo período, os números reduziram de 2.845.609 para 1.929.056. Com isso, a cobertura vacinal contra esta doença recuou, no período, de 98% para 67%. Além disso, houve redução nos índices de cobertura da BCG, e dos imunizantes contra a hepatite A e B.
O CNS lembra que, graças às vacinas, a varíola foi erradicada do mundo em 1980. “E a região das Américas foi a primeira do planeta a eliminar doenças como poliomielite (em 1994), rubéola e síndrome da rubéola congênita (em 2015) e tétano neonatal (em 2017)”, destacou.
“Vacina Mais”
Na campanha, serão disponibilizadas peças de comunicação para a distribuição gratuita, estimulando a população, de diferentes idades, a manter a caderneta de saúde atualizada.
*Com Informações da Agência Brasil e Ministério da Saúde

