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Máscaras temáticas empoderam crianças na luta contra o câncer

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Bob esponja. Capitão América. Homem Aranha. Batman. Mulher Maravilha. Princesas da Disney. São tantos os personagens que a criançada gosta, não é mesmo? Muito além das telas, agora eles fazem parte da rotina de crianças na luta contra o câncer.

No Instituto Radion, espaço em Curitiba que é referência no tratamento de radioterapia, as crianças ganham “forças” extras ao usarem máscaras personalizadas durante as sessões de radioterapia.

“É como se as máscaras conferissem superpoderes para que os pequenos lutem contra um inimigo invisível. Elas têm efeito psicológico, deixam o tratamento mais lúdico e dão coragem para vencer vilões”, comenta Aline Grybose, tecnóloga em radioterapia no Radion.

 

Com as máscaras, o Instituto Radion consegue evitar o uso da anestesia durante as sessões e a criança ainda fica livre do jejum necessário para tal.

“É muito menos estressante para a criança, pois normalmente o tratamento prevê 20, 25 ou mais sessões que devem ser feitas diariamente. Então trabalhar essas histórias com as crianças torna tudo mais leve e, inclusive, o tempo de sessão muito mais curto”, explica Aline.

O uso da máscara termoplástica é obrigatório para pacientes com câncer na cabeça ou pescoço, face e sistema nervoso central, pois durante a sessão de radioterapia é necessário que eles fiquem imobilizados. A máscara é presa na mesa do equipamento, impedindo qualquer movimentação e garantindo que a radiação seja aplicada no local certo.

Para Dr. Carlos Pereira Neto, radio oncologista do Radion e administrador do Instituto, a humanização e a individualização de cada tratamento são primordiais.

“Nosso princípio vai muito além de tratar. Temos um olhar diferenciado com cada paciente, afinal de contas cada um tem suas necessidades, medos e inseguranças. Estamos diante de um momento muito doloroso e precisamos atender com amor, ter compaixão e, acima de tudo, atuar de forma multidisciplinar: com nossa equipe e o médico responsável pelo encaminhamento. Essa soma de fatores é que faz a diferença para a cura”, finaliza.

Como elas são feitas?

A máscara é produzida a partir de um plástico sensível ao calor e vem em forma sólida e plana. Quando entra em contato com a água, fica mole e flexível. Dessa forma, com temperatura adequada, ela é moldada ao rosto de cada paciente.

“Normalmente as máscaras têm cor lisa e cada paciente tem sua própria máscara, usando-a até o final do tratamento. No caso das crianças, logo na primeira consulta, tentamos descobrir qual é o personagem preferido para então personalizar as máscaras, em um trabalho manual cheio de carinho, feito aqui na nossa clínica Assim, quando chegam na primeira sessão, são surpreendidas e ficam mais motivadas para enfrentar esse desafio”, finaliza Aline.

A personalização das máscaras é feita com tinta à base de água.

Estatísticas

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), tumores infantojuvenis são a primeira causa de morte na infância e na adolescência. Estudos comprovam que 60 a 70% dos pacientes passam pela radioterapia, de forma curativa ou paliativa.

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