O Governo Federal convocou uma reunião com a Imprensa para as 15h desta terça-feira, 1/11, no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República.
Até as 16h30, grande número de jornalistas aguardava a chegada de Jair Bolsonaro. Finalmente, ele apareceu, sorridente, cercado de ministros, assessores e do candidato a vice-presidente em sua chapa, general Braga Neto.
Iniciou agradecendo aos mais de 50 milhões de eleitores que confiaram a ele seu voto e afirmou que as manifestações que estão ocorrendo pelo País são uma demonstração de descontentamento com a forma como se deu o processo eleitoral.
Disse ser sempre a favor da liberdade de manifestação e contra a censura, mas que os partidários da Direita não podem agir com os métodos adotados pela Esquerda, que seriam os de invadir propriedades, depredar o patrimônio alheio e impedir o direito de ir e vir.
Ao contrário do se esperava, não foi enfático em pedir que os manifestantes desocupem as ruas e rodovias, para evitar os danos que tantos brasileiros estão sofrendo.
Concluiu laconicamente, citando que até o último dia de seu mandato cumprirá rigorosamente os trâmites legais previstos na Constituição.
Saiu do recinto repentinamente, sem atender os jornalistas que o aguardaram por mais de uma hora e meia. E sem nada dizer como será o processo de transição para o novo governo. O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, falou em seguida sobre esse tema.
Bolsonaro finalmente rompe o silêncio mas não atende jornalistas nem define transição
Por Valdir Carleto
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