Desde a manhã desta quarta-feira, 2/11, feriado de Finados, manifestantes descontentes com o resultado da eleição presidencial aglomeram-se em frente ao portão principal da Base Aérea de São Paulo, em Cumbica.
Com faixas na qual se denominam grupo de resistência, gritam palavras de ordem, pedindo intervenção militar.
Aparentemente, não há lideranças definidas, nem uma organização: tudo indica tratar-se de adesões voluntárias de pessoas simpáticas ao atual presidente da República, que ficaram sabendo da manifestação pelas redes sociais e resolveram apoiar.
Embora causando lentidão no trânsito, a manifestação não impede a passagem de veículos, podendo, portanto, ser considerada pacífica, ainda que o que propõem seja uma medida extrema e ilegal.
Em São Paulo, milhares de manifestantes reúnem-se nas imediações do Comando Militar Sudeste, pleiteando a tomada de poder pelo Exército.
Não há na Constituição nenhum dispositivo legal que cogite a intervenção das Forças Armadas, em plena normalidade do processo eleitoral e das instituições do País. Organizações independentes que fizeram checagem de centenas de urnas eletrônicas não encontraram nenhuma divergência nos resultados.
Membros do atual governo já iniciaram as tratativas com representantes do presidente eleito para tratar da transição para a nova gestão, o mesmo acontecendo no Estado de SP, no que diz respeito à vitória de Tarcísio de Freitas para o governo paulista. Presidentes do Senado e da Câmara Federal já reconheceram o resultado da eleição, assim como organismos internacionais e governantes de diversos países.
Resta esperar que as manifestações sejam sempre pacíficas, resguardando o direito de ir e vir das pessoas e o transporte de cargas necessárias à sobrevivência er à saúde da população. Os voos cancelados e a lentidão no trânsito, provocados pelo bloqueio de estradas e avenidas, já causaram imensos transtornos — incluindo perdas de cirurgias e outros procedimentos médicos – a uma infinidade de brasileiros, muitos dos quais eleitores do presidente Jair Bolsonaro.
foto: reprodução de vídeo do Grupo Cumbica e Região
Manifestantes reúnem-se em frente à Base Aérea e pedem intervenção militar
Por Valdir Carleto
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