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Brasil tem mais de mil mortes por dengue em 2022; como evitar a doença

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O Brasil vive um novo surto de dengue. Em 2022, casos da doença aumentaram 162,5% no comparativo com 2021. O Brasil registrou 1.016 mortes por dengue em 2022, algo nunca visto desde a década de 1980, quando a doença tornou-se mais frequente no país.

Veja os dados:

  • Além das 1.016 mortes por dengue confirmadas, outras 109 estão em investigação;
  • Até então, o ano de 2015 tinha sido o mais mortal para a dengue no Brasil, com 986 óbitos;
  • Em 2022, foram registrados 1.450.270 casos prováveis da doença no País;
  • O aumento é de 162,5% se comparado com 2021 – em todo o ano de 2021, 544 mil foram infectados.

O que é preciso saber sobre a doença

Segundo Natalia Verza Ferreira, cientista, doutora em Genética e Biologia Molecular e diretora da Oxitec do Brasil, esse cenário decorre do fato de que o Aedes aegypti tem se adaptado e descoberto novas formas de se reproduzir, inclusive em água suja, o que não ocorria há alguns anos. Com a proximidade do período de chuvas, a especialista diz que é preciso redobrar a atenção e os cuidados para evitar a formação de criadouros do mosquito, que também transmite zika, chikungunya e febre amarela urbana.

Combate ao mosquito

  • Verificar se a caixa d’água está bem tampada;
  • Deixar as lixeiras bem tampadas;
  • Colocar areia nos pratos de plantas;
  • Recolher e acondicionar o lixo do quintal;
  • Limpar as calhas;
  • Limpar e tapar os ralos;
  • Cobrir piscinas;
  • Baixar as tampas dos vasos sanitários;
  • Limpar a bandeja externa da geladeira;
  • Limpar e guardar as vasilhas dos bichos de estimação;
  • Limpar a bandeja coletora de água do ar-condicionado;
  • Cobrir cisternas e poços, assim como outros reservatórios de água;
  • Evitar acúmulo de água em objetos pequenos, como tampas de garrafa e bordas de baldes e bacias;
  • Colocar telas nas janelas.

Natalia diz, também, que é preciso atualizar os protocolos de controle do Aedes aegypti descritos no Programa Nacional de Combate à Dengue (PNCD), incorporando soluções sustentáveis que já foram, inclusive, aprovadas para uso no Brasil, como o Aedes do Bem– inseto com genes autolimitantes que auxilia no controle do mosquito Aedes Aegypti de forma segura e ambientalmente sustentável. Segundo ela, esse é um esforço coletivo, que deve reunir a população, empresas e o poder público.

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