A GTEX, que tem uma das plantas industriais em Guarulhos, está prestes a comemorar 50 anos de história e se solidifica como uma das principais plataformas de higiene e limpeza do Brasil. Seu portifólio inclui produtos das marcas Urca, Baby Soft, UFE, Ruth Care, Amazon, Hiper Clean, entre outras, que estão presentes em mais de 45% dos lares brasileiros e têm o foco nas classes B, C e D, que representam 92% da população do País, equivalente a 196 milhões de habitantes.
Um pouco de história
A GTEX possui um histórico que passa por uma fase inicial – nos anos 90 e a primeira década do século 21 – de forte expansão baseada na compra de várias indústrias do segmento, mas enfrenta entre os anos 2010/2013 grave crise financeira, consequência de mudança no controle acionário, e a retomada do ciclo virtuoso nos últimos anos, permitindo que o Grupo saísse de uma receita R$ 650 milhões em 2019 para R$ 1,2 bilhão em 2022, projetando faturamento anual superior a R$ 2 bilhões até 2024.
A origem da GTEX remonta a 1987, quando o casal José Domingues Santos e Neiva Santos, que até então possuía uma empresa de distribuição de produtos de limpeza na Barra Funda, na cidade de São Paulo, recebeu proposta de compra da Rosatex, fabricante de produtos de limpeza localizada em Guarulhos (SP) e detentora de marca Urca. Praticamente sem recursos financeiros para adquirir a fábrica, Domingues Santos oferece como pagamento uma quitinete localizada na Praia Grande, na Baixada Santista, e um recém comprado Ford Del Rey.
A formação profissional de Domingues Santos era de promotor de vendas e Neiva Santos atuava no setor administrativo-financeiro quando assumiram o controle da fábrica. Enquanto Domingues viu vários problemas ao assumir a empresa, Neiva vislumbrou um “futuro lindo” para aquela indústria, que trouxesse orgulho aos funcionários pela empresa e sua linha de produtos.
Domingues percebeu o potencial de crescimento do setor de limpeza e higiene e observou que os produtos de limpeza contêm muita água em sua formulação, o que reduz a margem líquida do negócio faz o ramo depender essencialmente do fator logístico. Transportar os produtos de São Paulo para outras regiões do país poderia inviabilizar a operação, porque, ao final, estaria transportando água. A solução foi construir uma rede de fábricas. Foi assim que a plataforma industrial da GTEX começou a ser estruturada.
Primeiro foi a aquisição de uma fábrica de amaciantes, água sanitária e desinfetantes em Cuiabá (MT). Pouco depois, Domingues assumiu controle da fábrica de sabão e desinfetante localizada no município de Paulista, em Pernambuco, criando condições para que a empresa entrasse no atraente mercado do Nordeste.
Em 2009, o grupo ampliou sua plataforma ao adquirir a centenária fábrica de sabão de coco UFE, localizada no tradicional bairro Imperial de São Cristóvão, no Rio de Janeiro e a fábrica em São Luiz do Maranhão. Ao comprar a UFE, percebeu-se que a cultura organizacional da fábrica era muito forte. Mais uma vez, Neiva teve a ideia de unir as pessoas em vez de os donos se imporem pela força. Assim, foi criada a companhia denominada GTEX, que representa a fusão das marcas Rosatex e UFE.
O crescimento da GTEX atraiu o interesse de investidores. Em 2010, a família Santos negociou a venda de 51% das ações da companhia para um fundo de private equity internacional e deixou de ter função executiva na empresa, permanecendo apenas com a minoria dos assentos do Conselho de Administração, e o fundo iniciou uma nova gestão com a contratação de um novo CEO.
A condução da operação provocou aumento de custos, com a consequente redução no fluxo de caixa e aumento do endividamento. Quando foi vendida para o fundo, o faturamento anual da empresa era de R$ 250 milhões. Três anos depois, a receita tinha caído para R$ 180 milhões. Em 2013, o fundo inglês decidiu sair do negócio e propôs à família Santos recomprar as ações da GTEX, o que se efetivou.
Um ano depois, o Grupo voltou a gerar caixa e faturamento de R$ 250 milhões/ano, graças a um controle orçamentário rígido e conscientização de todo o time sobre as despesas. A empresa também propôs aos credores reduzir de 15 para 10 anos o plano de Recuperação Judicial. A proposta foi bem recebida e aumentou o grau de credibilidade da GTEX junto ao mercado. O resultado é que, em 2019, a companhia já faturava R$ 650 milhões/ano.

Nessa fase, Talita Santos assumiu o cargo de diretora executiva da companhia. Alinhada à formulação estratégica dos fundadores, ela mobilizou as equipes na implementação de diversas medidas com o propósito de modernizar a organização. Adotou um modelo mais eficiente de governança, modernizou o parque de máquinas e equipamentos, implantou uma rede digital para conectar os sistemas de dados de todas as unidades, ampliou as atribuições das áreas comercial e marketing, estimulou iniciativas baseadas no conceito de Inovação/TI, como a plataforma de e-commerce, além de reforçar o papel das lideranças e a comunicação com os colaboradores.
Adquirindo empresas e buscando reduzir impactos ambientais
Em meio à pandemia da Covid-19, ao contrário de muitas indústrias que registraram queda nas vendas, a GTEX aproveitou o cenário para fazer novas aquisições. Somente em 2022, o grupo adquiriu mais quatro empresas localizadas na Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, consolidando atualmente 9 unidades industriais, empregando 2 mil colaboradores e buscando desenvolver um portfólio completo e diversificado, seja pelo lançamento de novos produtos, seja pela aquisição de marcas fortes e industriais em localizações estratégicas, que continuem promovendo o crescimento da plataforma, gerando ganhos de escala, maior flexibilidade operacional e resiliência em vendas.
Enquanto busca cercar-se de eficazes consultorias em gestão de identidade visual e gestão empresarial, a CEO tem como meta reduzir continuamente os impactos ambientais para que a GTEX contribua com o desenvolvimento sustentável”.

