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Conheça os sinais e como é feito o diagnóstico do autismo

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O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado neste domingo, 2 de abril. O TEA – Transtorno do Espectro do Autismo, ou autismo, como é comumente chamado, refere-se a uma condição que compromete três áreas do desenvolvimento: interação social, comportamento e comunicação. O paciente com autismo apresenta dificuldades de domínio da linguagem, socialização e desenvolve comportamentos restritivos e repetitivos em diferentes intensidades.

Não há cura para o transtorno, mas o tratamento traz qualidade de vida para o indivíduo, melhorando a comunicação, a interação e o comportamento. O acompanhamento é feito por uma equipe multidisciplinar composta por profissionais da saúde como médicos, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fisioterapeutas, psicopedagogos entre outros.

 

A pediatra Karinna Faro, professora do curso de Medicina da Unic – instituição privada de ensino superior no Mato Grosso -, explica que ainda que o autismo seja um transtorno que não tem cura, a criança pode adquirir as habilidades funcionais esperadas para a etapa do desenvolvimento, através das terapias direcionadas. “O número de casos identificados tem crescido bastante; a idade avançada dos pais e a prematuridade vêm contribuindo para esse aumento. É muito importante lembrar que quanto mais cedo forem iniciadas as intervenções, melhor será a qualidade de vida da criança considerando o tempo ouro da neuroplasticidade que são os primeiros dois anos de vida”, esclarece a especialista.

Como identificar os sinais?

Os sinais e sintomas não são iguais em todas as crianças. No entanto, as características mais evidentes estão ligadas à comunicação social e à presença de comportamentos disfuncionais.

No comportamento social, destaca-se a dificuldade em estabelecer um envolvimento social e de entender expressões e emoções, e a falta de interesse ou dificuldade em estar e brincar com outras pessoas da mesma idade. Pode apresentar uma varredura ocular não sustentada, não respondendo aos chamados pelo seu nome e não percebendo a aproximação de um adulto, por exemplo.

Na linguagem a criança normalmente apresenta atraso para iniciar a fala, e/ou apresenta dificuldade em usar as palavras como um instrumento de comunicação e expressão.

Quanto à motricidade, algumas crianças andam na ponta dos pés, fazem movimentos de exaltação com as mãos, andam em círculo, fazem movimentos repetitivos disfuncionais, representando as alterações sensoriais características do espectro.

A médica ressalta que, em alguns casos, o paciente faz uma seleção alimentar severa, distinguindo por cores, cheiros e texturas o que consegue ingerir, levando a carências nutricionais e alterações intestinais.

Saber como identificar o diagnóstico é uma das mais frequentes dúvidas das mães e pais. A médica menciona que não há exames laboratoriais (como de sangue) nem de imagem que confirmem o autismo. A avaliação é exclusivamente por métodos de observação, acompanhamento e testes padronizados realizados por um corpo de especialistas no desenvolvimento infantil, que inclui além do médico, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais.

A pediatra finaliza destacando que, por se tratar de um período muitas vezes delicado para a família, o apoio emocional aos pais é fundamental, explicar sobre a natureza do transtorno e direcionar precocemente para as terapias.

Secretaria da Saúde conscientiza população sobre Transtorno do Espectro Autista 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) conscientiza a população sobre a importância da inclusão e respeito às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O diagnóstico do TEA é clínico e deve ser realizado por um médico qualificado, seja pediatra, clínico geral, neurologista ou psiquiatra.  

A suspeita do Transtorno ocorre normalmente na infância, com atrasos nos marcos do desenvolvimento infantil e alterações de comportamento identificadas pela família, creche ou pediatra. A partir de atraso no desenvolvimento ou sinais de TEA, a criança deve ser incluída em atividades de intervenção oportuna no Centro Especializado em Reabilitação (CER) ou Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), independentemente da conclusão do diagnóstico. 

“Caso algum cidadão necessite de uma avaliação para confirmar suspeita de TEA, sugerimos buscar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência para uma avaliação ou encaminhamento a um serviço especializado, considerando os fluxos municipais estabelecidos para estes casos e as redes de saúde complementares como RAPS (Rede de Atenção Psicossocial) e RCPD (Rede de Cuidado a Pessoa com Deficiência)”, esclarece a médica Rosângela Elias, coordenadora da área de Saúde Mental da SES. 

A Saúde vem realizando ações, junto à Atenção Básica, para implementação do “M-CHAT-R”, um instrumento de rastreio para atrasos do neurodesenvolvimento aos 18 meses nas avaliações da puericultura realizadas pelo SUS no Estado de São Paulo, que é o acompanhamento periódico visando a promoção e proteção da saúde das crianças e adolescentes. 

Atendimento 

A pasta estadual possui convênio com unidades privadas para atendimento especializado a este público, a fim de complementar a rede assistencial do SUS. A SES-SP, além de desenvolver ações para qualificação e capacitação profissional para o diagnóstico e tratamento das pessoas com TEA, promoverá um curso em técnicas comportamentais para os profissionais da rede SUS. A Secretaria afirma que segue as diretrizes nacionais do Ministério da Saúde de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo. 

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