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Ator guarulhense atua na série “Americana” ao lado de grandes nomes

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O ator guarulhense Alessandro Nazareth interpreta o capanga Bill na série “Americana”, que se baseia em fatos históricos do século XIX, com a chegada dos confederados da Guerra Civil dos Estados Unidos ao Brasil. Cerca de 20 mil soldados confederados encontraram refúgio no interior de São Paulo após serem derrotados nos Estados Unidos. Daí a origem do nome Americana, dado à cidade.
Conta-se que muitos eram produtores rurais e donos de escravos, e esperavam continuar no Brasil esse modo de vida após terem lutado a favor da escravidão em território americano. Falada em inglês e em português, “Americana” tem como protagonistas Caco Ciocler, no papel do detetive Tobias, e Larissa Nunes, interpretando Sebastiana, além de grandes nomes, como Zezé Mota e André Ramiro, entre outros.

Em colaboração com o portal Click Guarulhos, o escritor e roteirista Ayrton Battista entrevistou Alessandro Nazareth.

 

Conte-nos um pouco sobre a série.

É ambientada em 1870 e trata da fundação da cidade de Americana, fundada por americanos depois da Guerra da Secessão.

Como foi a produção?

A produtora, a Cine Filme, construiu no Riacho Grande, em São Bernardo do Campo, uma cidade cenográfica, com figurinos e móveis de época, numa riqueza de detalhes impressionantes. Não perde em nada para outras séries de época que hoje estão no mercado. Foi uma viagem no tempo: o elenco literalmente se sentia em 1870 andando nas ruas daquela cidade cenográfica.

Fale um pouco sobre seu personagem.

Ele é um capanga chamado Bill, do interior do Alabama, que foi levado por sua patroa para o Brasil e obedece estritamente suas ordens. Um homem sem nenhum apreço por índios nem negros.

Como foi trabalhar com um elenco famoso?

Um prazer enorme. Contracenei com Caco Ciocler, Artur Garbi, Bruno Simas, Zezé Mota e Larissa Nunes. Adicionou bastante na minha experiência e no meu currículo; estou sendo visto com outros olhos hoje no mercado.

Quais as facilidades que encontrou para atuar na série, baseado em sua experiência?

A facilidade é que a série é ambientada em inglês e eu falo inglês, e também o meu aspecto físico, eu acho.

Quanto tempo duraram as gravações?

Foram mais de dois meses. Mas a produção estava preparando essa cidade cenográfica desde o ano passado. Nas gravações dependíamos de uma mãozinha da natureza: tinha dias que chovia, outros dias a luz não estava tão boa, mas no fim ficou um trabalho maravilhoso.

Onde a série será exibida?

Está previsto para ser exibido no Star Plus e Disney Plus até o final deste ano.

Pode citar filmes que marcaram sua vida?

“O Nome da Rosa”, a trilogia de “O Poderoso Chefão”, “O Sétimo Selo” e “Sociedade dos Poetas Mortos”. Mas também “Conan, o Bárbaro” e “Mad Max”, porque é o meu lado roqueiro.

O que o levou para o mundo das artes?

Em 1988, eu era gerente de vendas de um empreendimento imobiliário. De dia usava terno e gravata, e à noite eu era um roqueiro e tocava bateria em pubs. Foi aí que conheci um dramaturgo que disse que eu tinha uma cara bacana pra fazer teatro ou televisão. Não acreditei nisso. Mas ele me desafiou e eu adoro um desafio. Ele me colou num espetáculo da paixão de Cristo como o personagem Pedro. Daí o bicho das artes cênicas me mordeu e eu fiz várias peças desde então, comerciais de televisão e filmes.

Quais os planos para o futuro?

Estou brigando por fomentos culturais, aguardando peças de teatro de um grupo do qual faço parte, e um filme que será rodado na Amazônia no final deste ano, uma aventura sobre uma tribo de mulheres guerreiras, baseado em fatos históricos. Também estou escrevendo um espetáculo. Afinal, um artista tem que continuar produzindo. Este é o ar que eu respiro.

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