O prefeito da Capital de SP, Ricardo Nunes (MDB), que tentará a reeleição no ano que vem, lançou o programa “Domingão Tarifa Zero”, o que deve incluir 4.830 ônibus de 1.175 linhas municipais da cidade de São Paulo, beneficiando 2,2 milhões de passageiros, a partir de domingo, 17/12. A tarifa zero será sempre da meia-noite dos sábados às 23h59 dos domingos e também valerá nos feriados de Natal, Ano Novo e aniversário da cidade (25 de janeiro). O metrô e os trens da CPTM não terão a tarifa zero.
A catraca não estará liberada: o passageiro deverá encostar o Bilhete Único no leitor disposto no ônibus; nenhum valor será debitado. Para quem não tem o cartão, o cobrador terá um bilhete para liberar a passagem.
O prefeito estima o custo da tarifa zero em R$ 283 milhões ao ano, valor que haveria de entrar nos cofres da Prefeitura aos domingos e não haverá. Segundo Nunes, será renúncia de receita e não aporte de recursos. O argumento dele é que isso irá fortalecer a economia da cidade num dia menos movimentado.
Nunes pretendia implantar a tarifa zero todos os dias, mas o governador Tarcísio de Freitas é totalmente contrário, porque entende que os recursos para isso fariam falta em outros programas sociais. Como Ricardo Nunes espera contar com apoio de Tarcísio em sua busca de reeleição, prefere não criar atritos com o governador.

