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Ato na Paulista mostra força política de Bolsonaro; PM diz que foram de 600 a 750 mil

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O ato que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) conclamou para este domingo na avenida Paulista, região central de São Paulo, serviu para demonstrar seu cacife político, embora haja números conflitantes entre os dos organizadores do evento e os cálculos da Polícia Militar. Defensores de Bolsonaro estimam que houve a presença de um milhão de manifestantes, enquanto a PM calcula em 600 mil ou até 750 mil, se consideradas as pessoas que estavam nas travessas próximas ao local. Durante o governo João Dória, os bolsonaristas acusavam que “a PM do calça apertada” reduzia propositalmente o número de pessoas na Paulista. Agora, porém, a PM de São Paulo é subordinada a um aliado, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deu pouso ao ex-presidente no Palácio dos Bandeirantes no fim de semana.

Muitos políticos pré-candidatos a prefeito e a vereador procuraram de todos os meios tirar fotos ao lado de Bolsonaro, visando auferir ganhos eleitorais com essas aparições. O fato provocou desentendimentos nas proximidades do palanque oficial, o que exigiu a intervenção do pastor Silas Malafaia, organizador do ato. “Só sobe quem tem pulseirinha verde!”, sentenciou, valendo-se de combinado que houve desde duas semanas anteriores.

 

Em sua fala, Bolsonaro utilizou discurso pacificador, citou feitos de seu governo, declarou-se perseguido pelas autoridades e pregou que o Parlamento legisle em benefício das pessoas que foram condenadas e das que continuam presas por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando foram invadidos e depredados instalações do Três Poderes em Brasília.

Muitas bandeiras de Israel eram ostentadas, em alusão à fala do presidente Lula, que comparou atos daquele país ao holocausto que vitimou milhões de judeus. Os discursos oscilaram entre pedidos de paz e ataques ao atual governo. O mais virulento foi Malafaia, que acusou Lula de saber previamente do que iria acontecer em 8 de janeiro. A ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, reclamou do que chamou de perseguição a sua família, agradeceu ao governador Tarcísio de Freitas pela hospitalidade e encerrou fazendo uma oração. Tarcísio escolheu fazer um relato das realizações do governo Bolsonaro.

Além do governador de SP, estiveram presentes o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); e Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina. Marcaram presença muitos senadores e cerca de cem deputados de diversos partidos simpáticos ao ex-presidente. De Guarulhos, lá estiveram o prefeito Guti (PSD), o secretário de Governo, Edmilson Americano, e o presidente da Câmara Municipal, vereador Ticiano Americano (Cidadania). O presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, esteve no palanque e discursou, mas antes da chegada de Bolsonaro, porque ambos estão proibidos por decisão do STF de terem contato, por estarem sendo investigados na mesma ação.

De qualquer forma, o evento em si não deve alterar o quadro político negativo para a família Bolsonaro. São muitas as investigações em curso, partidos do chamado Centrão já se aliaram ao governo Lula, não havendo perspectivas de grandes reviravoltas no Congresso Nacional; no âmbito judicial, o ato não deve amenizar a situação de Bolsonaro. Mesmo que o número de manifestantes fosse muito maior, como esperavam os organizadores, uma coisa não tem necessariamente a ver com a outra, pois as decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) precisam ser embasadas em fatos, provas e documentos, e não levando em conta manifestações públicas.

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