InícioCIDADANIASP Por Todas acolhe vítimas e amplia atendimento às mulheres

SP Por Todas acolhe vítimas e amplia atendimento às mulheres

PUBLICIDADEspot_img

movimento SP Por Todas completa um ano neste mês de março com a ampliação da rede de proteção às mulheres e ações voltadas à saúde e ao empreendedorismo. Com a expansão dos serviços, as medidas protetivas de urgência ajuizadas em defesa delas aumentaram 41,7 % nos últimos 12 meses. Já na Cabine Lilás, mais de 6 mil mulheres receberam informações sobre como denunciar e buscar ajuda no caso de violência, além de seus direitos, como auxílio-aluguel, redes de abrigo, linhas de crédito, entre outros assuntos. 

Durante o primeiro ano do São Paulo Por Todas, o número de carretas que circulam pelo interior do estado também foi ampliado. Elas atuam no combate ao câncer de mama, além de oferecer cursos de capacitação e empreendedorismo. A carreta do programa Mulheres de Peito faz a prevenção do câncer de mama, oferecendo exames de mamografia.

SEGURANÇA 

Em um ano, mais de 6 mil mulheres foram atendidas pela Cabine Lilás. O serviço de atendimento especializado às vítimas de violência doméstica ou familiar da Polícia Militar tem ajudado mulheres a interromper o ciclo de violência e a denunciar o agressor. Durante esse período, a Cabine Lilás já auxiliou na condução à delegacia de 98 suspeitos de violência doméstica na capital paulista e na região metropolitana.

Neste ano, o programa foi ampliado para o interior do estado. Durante os atendimentos, as vítimas receberam orientações de como obter medida protetiva e informações sobre direitos como auxílio-aluguel, redes de abrigo, linhas de crédito, entre outros assuntos. 

Em um ano, mais de 6 mil mulheres foram atendidas pela Cabine Lilás. Foto: Governo de SP

Ainda em 2025, o Governo de SP firmou convênio com o app 99, por meio do qual as mulheres vítimas de violência que entrarem em contato com a Cabine Lilás terão direito a um transporte gratuito para se deslocarem até serviços de acolhimento e proteção, como Delegacias da Mulher, prontos-socorros ou Institutos Médicos-Legais (IMLs).

Uma dona de casa, de 39 anos, foi uma das mulheres que passaram pelo atendimento da Cabine Lilás. Após a ligação para o serviço de emergência da PM, ela obteve auxílio para solicitar a medida protetiva e não teve mais problemas com o agressor, que precisa manter 300 metros de distância da casa da solicitante.

Com coragem para denunciar, ela incentivou outras vítimas a pedirem ajuda à polícia. “Infelizmente não é só a mulher que sofre. Os filhos e a família também. As mulheres acham que não têm estrutura para viver sozinhas, e os agressores se aproveitam disso. Por isso, nós precisamos entender que não podemos continuar nesse ciclo”, afirmou a dona de casa. 

Durante o primeiro ano do SP Por Todas, houve também o lançamento do app SP Mulher Segura, que, desde sua implementação, contabilizou 809 boletins de ocorrência e 909 acionamentos do botão do pânico. A tecnologia tem se mostrado uma importante ferramenta para que as mulheres possam pedir ajuda rapidamente em situações de risco.

As Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) online 24h também foram ampliadas. O estado passou a ter 141 Delegacias de Defesa da Mulher e 162 salas DDM 24h em plantões policiais, que contam com policiais treinados para atender esse tipo de ocorrência, além de ter uma estrutura própria com um ambiente acolhedor. 

Outro passo importante foi o tornozelamento de acusados por agressão doméstica. As forças de segurança de São Paulo monitoram atualmente todos os passos de 117 homens suspeitos de violência contra a mulher na capital. Desde 2023, o foco prioritário são os suspeitos envolvidos em denúncias de violência doméstica. Até agora, 46 homens envolvidos em violência contra a mulher foram presos por desrespeitarem as regras do tornozelamento.  

Com a expansão da proteção às mulheres, as medidas protetivas de urgência ajuizadas em defesa delas aumentaram 41,7% nos últimos 12 meses. O número passou de 98,8 mil em 2023 para mais de 140 mil em 2024.

Mulheres vítimas de violência também contam com abrigos para acolhimento. Durante os dois primeiros anos de gestão, o Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), entregou 14 unidades, que atendem municípios e regiões do estado.

Nesses locais, cuja localização é sigilosa, elas recebem moradia e alimentação, além de serem encaminhadas para tratamento de saúde e orientadas sobre trabalho e renda. O objetivo é que possam se reorganizar profissional e financeiramente rumo à autonomia para não serem obrigadas a retornar ao convívio com o agressor.

Uma das acolhidas é uma mulher de 39 anos que chegou em janeiro. Após ser agredida pelo namorado, ela tomou coragem e pediu ajuda em um posto de gasolina. “Foi quando um funcionário me falou que havia uma casa que acolhia mulheres em caso de violência. Eu não tenho onde morar e minha família não pode me acolher, aqui todos cuidam muito bem de mim. Tenho psicólogo, assistente social e coordenadora, devo ficar mais seis meses aqui”, afirmou. No dia da agressão, ela conseguiu registrar um boletim de ocorrência e obteve uma medida protetiva contra o agressor. 

EMPREENDEDORISMO

Hoje, Luzia Duarte é parte dos 2,44 milhões de mulheres empreendedoras do estado de São Paulo. Foto: Divulgação/Governo de SP

Movimento SP Por Todas também reforça e apoia mulheres empreendedoras a abrirem ou a investirem em seus negócios com o oferecimento de crédito facilitado. Nos últimos dois anos, foram destinados R$ 331,6 milhões para negócios liderados por mulheres. Os créditos estão disponíveis por meio de iniciativas do Banco do Povo e Desenvolve SP, agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

linha de crédito Desenvolve Mulher, da Desenvolve SP, ajudou Luzia Duarte a empreender no ramo gastronômico. Com o financiamento do Governo, ela conseguiu deixar a carreira de TI depois de 25 anos para começar a dar aulas de culinária no Chef das Gulas Escola de Gastronomia. 

“Lá em 2012, quando comecei a fazer massa, ter meu próprio negócio era uma coisa muito fora da minha realidade. E hoje, a gente conseguiu isso graças a esse financiamento”, afirma Luzia.

Conheça as principais linhas de crédito para mulheres

Desenvolve Mulher – Oferece taxas de juros reduzidas e prazos de pagamento especiais para mulheres empreendedoras de micro, pequenas e médias empresas. A Desenvolve SP, agência de fomento paulista, oferece a linha Desenvolve Mulher. Confira as opções de crédito clicando aqui.

Empreenda Mulher (Banco do Povo) – Microcrédito para pequenas empreendedoras formais e informais. Para ter acesso à linha de crédito Empreenda Mulher, é preciso apresentar um certificado de conclusão de um dos cursos gratuitos de qualificação empreendedora que o Governo de São Paulo oferece. Há duas opções: o Qualifica SP e o Empreenda Rápido. Depois disso, a mulher empreendedora pode procurar uma unidade do Banco do Povo.

Mulher Agro SP Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) – Além do crédito de R$ 10 milhões para operações de propriedades rurais lideradas por mulheres, o limite por produtora será elevado para estimular os investimentos da força feminina no campo paulista, chegando a R$ 30 mil por CPF. A beneficiária tem até 84 meses para pagar e carência de até 12 meses.

Compartilhe

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Redes Sociais
32,279SeguidoresCurtir
11,922SeguidoresSeguir
1,308InscritosInscrever

Últimas Publicações