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Reposição asfáltica inteligente da Sabesp aponta possíveis vazamentos de água e esgoto

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Com o uso de câmeras instaladas nos veículos de manutenção e de um sistema de Inteligência Artificial (IA), a Sabesp passou a fiscalizar, em tempo real, a qualidade da reposição do asfalto, identificando possíveis desníveis, falhas e a sinalização das vias que receberam intervenções da Sabesp a possíveis vazamentos de água e esgoto.

A tecnologia já está em operação na Capital e será expandida para todas as regiões atendidas pela Sabesp. O impacto direto para quem circula pela cidade é visível: o tempo médio de recomposição do pavimento caiu 42%, o que significa menos transtornos no trânsito e mais segurança para pedestres e motoristas. Ainda assim, em Guarulhos, por exemplo, a população tem se queixado de demora na reposição asfáltica após a remoção do pavimento para execução de serviços da Cia. São inúmeras as vias públicas de Guarulhos que estão sendo impactadas por serviços da Sabesp voltados à expansão do tratamento de esgotos gerados na cidade.

Quantidade x qualidade

Outro pilar dessa transformação é a nova forma de contratar e remunerar as empresas prestadoras de serviço. Agora, a Sabesp paga com base no desempenho — e não mais pela quantidade de serviços realizados. Isso garante mais eficiência e qualidade nos mais de 3 milhões de atendimentos anuais, que vão desde manutenção das redes de água e esgoto até a expansão da infraestrutura, hoje com mais de 156 mil quilômetros de extensão.

Este ecossistema tecnológico não apenas padroniza a entrega dos serviços, mas posiciona a Sabesp como referência em saneamento inteligente nas Américas, garantindo à população obras com qualidade superior, menor impacto urbano e durabilidade comparável aos melhores sistemas mundiais”, afirma Débora Pierini Longo, diretora-executiva de Operação e Manutenção da Sabesp.

Além do monitoramento inteligente, a Companhia adotou soluções técnicas para aumentar a qualidade do material. Uma delas é o uso do asfalto provisório a frio, um material aplicado logo após a obra para fechar temporariamente a vala. Diferentemente do asfalto convencional, ele pode ser usado de forma imediata, permitindo liberar o trânsito com mais rapidez e segurança. Assim, a via não permanece aberta até a execução da recomposição definitiva, garantindo proteção e menor impacto para quem circula pela região.

Já na compactação de valas, é utilizada uma camada de RAP espumado — um material reciclável, ambientalmente responsável e cinco vezes mais resistente que os convencionais. Em vias com grande fluxo de veículos pesados, como caminhões e ônibus, a Sabesp passou a empregar um tipo de asfalto com matriz de pedra que proporciona ainda mais resistência e durabilidade.

Com as iniciativas, a Sabesp afirma que está reafirmando seu compromisso em investir continuamente em tecnologia e inovação para elevar o padrão de qualidade dos serviços de saneamento e reduzir impactos à população.

A combinação de monitoramento inteligente, materiais de alta performance e uma gestão moderna garantem intervenções mais rápidas, seguras e duradouras“, diz informe da empresa.

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