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ENEL: Denúncias de propina chegaram a R$ 6 mil reais nas redes sociais

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Um levantamento qualitativo da Tistto – plataforma de monitoramento de riscos digitais e primeira risktech do Brasil – que analisou mais de 8.500 menções em redes sociais e canais de notícias entre os dias desde 8 de dezembro, revela que a Enel enfrenta uma crise de imagem sem precedentes. Entre as queixas mais graves identificadas pelo monitoramento estão múltiplas denúncias de cobrança de propina que chegavam a R$ 6 mil para o restabelecimento de energia

O documento classifica o cenário como uma “crise reputacional severa e contínua”, impulsionada não apenas pela demora nos reparos após os fortes ventos na Grande São Paulo, mas também por acusações graves de corrupção operacional.

De acordo com o relatório, o sentimento negativo é “massivamente dominante”, com os consumidores expressando revolta, abandono e injustiça. O apagão, que chegou a deixar 2,2 milhões de unidades consumidoras sem luz, gerou uma onda de críticas que ultrapassou o descontentamento operacional, atingindo o campo jurídico e institucional.

Além das acusações de corrupção, o relatório aponta que consumidores ficaram entre 48h e mais de 4 dias no escuro em geral. Os impactos relatados são graves: perda de alimentos, interrupção de atividades comerciais e risco à saúde de idosos e pessoas que dependem de equipamentos médicos.

Em paralelo, cresceu a desconfiança sobre a comunicação da Enel. A promessa de “1.500 equipes na rua” foi amplamente desacreditada nas redes, com cidadãos relatando a ausência de técnicos em seus bairros. “A comunicação atual amplifica a crise, em vez de mitigá-la”, alerta o relatório.

O sentimento predominante, de acordo com a análise, é de “raiva, frustração e indignação”, expresso por uma linguagem agressiva, sarcástica e hostil nas redes. O documento classifica como “indicador crítico” o alto risco de desdobramentos como boicotes, ações judiciais coletivas e protestos físicos.

Segundo a Tissto, os riscos estratégicos são múltiplos. Na área reputacional, a marca Enel agora é associada a incompetência e corrupção, sendo comparada negativamente com a antiga Eletropaulo. Nos aspectos jurídicos, a empresa enfrenta a ameaça de ações do Ministério Público, multas diárias elevadas e uma judicialização em massa por danos morais e materiais. Operacionalmente, a percepção é de desorganização e falta de um plano de contingência eficaz.

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