A estiagem prolongada e a onda de calor elevaram em 60% o consumo de água nesta semana no estado de São Paulo. Com a alta da demanda, os reservatórios que abastecem a Grande São Paulo operam com apenas 26% da capacidade total. O índice está bem abaixo da média considerada ideal.
Em entrevista ao programa SP em 3, 2, 1 da Agência SP, a diretora adjunta de Comunicação da Defesa Civil do Estado de São Paulo, tenente Ludmyla Andrade, reforçou medidas para o uso consciente de água. Ludmyla afirmou que a população tem um papel fundamental para evitar o desperdício de água neste período de ausência de chuvas.
“São diversas práticas que podem ser feitas no dia a dia para melhorar a economia de água, como varrer a calçada em vez de lavá-la, não lavar o carro com mangueira, não encher piscinas e priorizar a água para a alimentação e para a higiene pessoal”, disse.
Segundo Ludmyla, é preciso ter um cuidado redobrado neste momento para garantir o abastecimento de água. “Um banho, por exemplo, se reduzido de 15 minutos para 5 minutos, pode economizar até 162 litros de água. É muita água”, esclareceu.
Outro detalhe que deve chamar a atenção da população, de acordo com a tenente, é ficar atento aos vazamentos de água e consertá-los o mais rápido possível. “A população tem uma grande responsabilidade nessa economia.”
Mananciais paulistas operam com 26% da capacidade e Sabesp reduz demanda de água das 19h às 5h
Com base em diagnósticos de curto, médio e longo prazos elaborados pela SP Águas, a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) manteve o regime de prevenção e contingência.
Diante do cenário, a Arsesp autorizou a Sabesp a adotar a gestão da demanda no período noturno, com duração de 10 horas, das 19h às 5h. Segundo o governo estadual, as medidas permitiram uma economia diária equivalente a mais de 1,2 milhão de caixas-d’água de 500 litros, o que corresponde a cerca de 50,4 mil caixas por hora.
Entre os principais reservatórios do estado, os sistemas Alto Tietê e Cantareira operaram com volumes próximos de 20% da capacidade, o que exigiu atenção permanente das autoridades. O SIM funciona de forma integrada, conectando grandes e pequenos mananciais, adutoras e estações de tratamento, o que possibilita a transferência de água entre sistemas, mas também amplia o impacto quando há pressão sobre um dos reservatórios.
*Com Informações da Agência SP

