Cerca de 60 operadores do sistema “Ligado”, que transporta alunos com dificuldades severas de locomoção, na Região Metropolitana de São Paulo e também na de Campinas, manifestaram-se na segunda-feira, 26.01, reclamando de atraso nos pagamentos e do desligamento involuntário de dezenas de operadores, conforme noticiou o “Diário do Transporte”. Reivindicam também que seja mantido o segundo carro de todos os operadores e afirmam que podem faltar vans para prestar o serviço adequadamente, se não forem revistas as alterações recentes pelo governo estadual.
Depois da extinção da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), o sistema Ligado passou a ser administrado diretamente pela Secretaria de Educação estadual.
Enviamos questionamento à Seduc, solicitando posicionamento às reivindicações da categoria.
Resposta da Secretaria de Educação
“A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) reafirma seu compromisso com o Programa Ligado e assegura a continuidade do atendimento regular aos estudantes.
O programa passa por um processo de reestruturação para garantir a manutenção do serviço. Ao todo, foram analisados 281 contratos vigentes desde 2020. Em razão das adequações necessárias, não foi possível prorrogar 57 contratos nos mesmos moldes, o que exigiu a celebração de novos acordos.
Novos prestadores estão sendo contratados para recompor os contratos que não puderam ser renovados, garantindo que nenhum aluno seja prejudicado e que todos sejam atendidos no retorno às aulas, em 2 de fevereiro.
Quanto ao referido atraso nos pagamentos, a Seduc-SP informa que só não foram quitados os valores aos operadores que não apresentaram a devida prestação de contas. Salienta que há muitos que já apresentaram a prestação de contas e o pagamento será efetuado até o dia 30 de janeiro.
A Seduc-SP permanece à disposição dos operadores, da Assembleia Legislativa e da comunidade escolar para prestar os devidos esclarecimentos.”

