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SP reforça rede para que mulheres registrem boletins de ocorrência contra agressores

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Os dados mais recentes sobre violência de gênero no Brasil indicam um cenário alarmante e persistente. Relatórios divulgados em 2025/2026 apontam que o Brasil registrou números recordes de feminicídio, com uma média de 4 mulheres assassinadas por dia em 2024 e 2025. O número de vítimas de feminicídio no estado de São Paulo aumentou 96,4% em 2025, na comparação com 2021. No ano passado foram 270 mulheres mortas, ante 136 vítimas em 2021.

Considerando os estados da Região Sudeste, 41% das mortes aconteceram em São Paulo. O levantamento é do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e foi divulgado na quarta-feira, 4.

Agora em 2026, os dados sobre feminicídios no Brasil mostram um cenário de alta persistente na violência contra a mulher, consolidando números recordes registrados em 2025.

O Brasil registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano de 2024, quando houve 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis (5,89) mulheres mortas por dia no país.

Os dados são do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), que trás também o perfil das vítimas e dos agressores.

O levantamento supera em 38,8%, ou seja, em mais de 600, o número de vítimas de feminicídio divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Os dados que constam no sistema são informados pelos estados. Segundo a última atualização, no mês passado, foram 1.548 mulheres mortas por feminicídio em 2025.

Dados sobre o feminicídio no Brasil

No Brasil, os números revelam que a violência letal contra mulheres está crescendo. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), desde a tipificação do crime, em 2015, ao menos 13.703 mulheres foram assassinadas por sua condição de gênero.

No mundo, aproximadamente a cada 10 minutos, uma mulher ou menina é morta por um parceiro ou familiar.

Aplicativo, delegacias e site

O Governo de São Paulo ampliou as formas para que mulheres possam denunciar violência doméstica. O boletim de ocorrência, importante ferramenta para que a rede de apoio seja acionada e o agressor possa ser identificado e punido, pode ser feito de casa, pelo celular, ou com o apoio policial das delegacias. O registro está disponível no aplicativo SP Mulher Segura, na delegacia online da Secretaria de Segurança Pública e nas delegacias de polícia. É possível receber acolhimento e encaminhamento também na Cabine Lilás, que conta com atendimento de policiais militares treinadas no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).  

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, sete em cada dez vítimas de feminicídio no ano passado não tinham registros anteriores de boletim de ocorrência contra os agressores. O registro formal da ocorrência é importante para que a rede de proteção para mulheres comece a agir.

A secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, destaca a importância da vítima procurar ajuda das autoridades policiais e o trabalho realizado com as redes de apoio. “Registrar a ocorrência é essencial para romper o ciclo de violência e garantir a rápida proteção do Estado. O boletim pode ser feito presencialmente ou pelo app SP Mulher Segura, que permite registros a qualquer hora e oferece botão do pânico para quem tem medida protetiva. Além disso, ampliamos a rede de apoio com a Cabine Lilás, onde policiais femininas orientam as vítimas, e com as Salas Lilás, espaços reservados e acolhedores para escuta”, disse.

Rede de Apoio

Com o movimento SP Por Todas, o Governo de SP tem estruturado uma rede de políticas públicas inovadoras para enfrentar a violência doméstica e garantir saúde e dignidade às mulheres vítimas de violência. 

Desde 2023, o Estado ampliou o alcance das ações integradas, fortaleceu a rede de proteção com mais Salas de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) 24 horas, criação da Cabine Lilás e o tornozelamento de acusados de agressão contra mulheres, gerando reflexo direto no aumento de 17,5% nos pedidos de medidas protetivas e de 11% nos boletins de ocorrência registrados em 2025.

Ampliação das DDMS

Com objetivo de oferecer um ambiente seguro para mulheres vítimas de violência que buscam apoio para denunciar seus agressores, o Governo de São Paulo ampliou em 174% as salas DDMs em plantões policiais, atualmente com 170 unidades em todo o estado. 

Nas salas, a vítima é atendida em videoconferência por equipe especializada da Delegacia da Defesa da Mulher, onde ela pode registrar a ocorrência, receber orientações e solicitar medidas protetivas emergenciais, como atendimento médico e abrigo. O funcionamento das salas DDM Online é de segunda a sexta, das 20h às 8h. Aos fins de semanas e feriados, o serviço é 24 horas.

Confira a localização no site São Paulo por Todas (https://www.spportodas.sp.gov.br/sp-por-todas/seguranca_mulher).

DDM Online

Por meio da DDM Online, é possível registrar ocorrências a partir de qualquer dispositivo conectado à internet sem sair de casa. As vítimas também podem solicitar medidas protetivas pelo serviço. O canal fica na plataforma da Delegacia Eletrônica (www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br), da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Delegacias físicas

Além de todos os serviços online e 24h, o estado de São Paulo possui 142 Delegacias da Mulher territoriais espalhadas pelos municípios, onde qualquer pessoa pode ser atendida, registrar um boletim de ocorrência e solicitar medida protetiva.

Aplicativo SP Mulher

Criado pelo Governo de SP para reforçar a rede de proteção e apoio às mulheres vítimas de violência, o aplicativo SP Mulher Segura conta atualmente com 34,5 mil usuárias ativas desde seu lançamento, em março de 2024. 

Um dos principais diferenciais desse aplicativo é o botão do pânico, que pode ser acionado por mulheres com medidas protetivas que necessitem de socorro policial imediato, mas também oferecem a possibilidade de registrar boletins de ocorrência 24h, evitando que a vítima tenha que se deslocar para uma delegacia.

Desde que a ferramenta foi lançada, 4 mil vezes os agentes foram acionados para socorrer vítimas de agressão.

Prisões de agressores de mulheres em SP crescem 31,2% e chegam a 18,5 mil em um ano

Alta no número de presos é resultado de fiscalização e resposta rápida a denúncias

A atuação das polícias Civil e Militar de São Paulo resultou na prisão de 18,5 mil agressores por violência doméstica em 2025 no estado. A quantidade é 31,2% maior na comparação com o ano anterior, quando 14,1 mil autores foram detidos. O aumento é reflexo do endurecimento na fiscalização das decisões judiciais e da resposta mais rápida às denúncias, reforçando a estratégia do Governo de SP de interromper o ciclo da violência antes que ele evolua para casos mais graves.

Canais de Atendimento e Denúncia em Guarulhos

Emergência – Polícia Militar: 190

Emergência – GCM: 153

Central de Atendimento à Mulher – 180 – Atendimento gratuito, 24 horas, com orientação, acolhimento e encaminhamento para a rede de proteção.

Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) – (11) 2459-1019 – Atendimento especializado às mulheres em situação de violência.

Centro de Proteção à Mulher Guarulhense – (11) 2469-1001 ou (11) 2441-0019 (WhatsApp) – Acolhimento, orientação psicossocial, apoio jurídico e encaminhamentos à rede de serviços do município.

Subsecretaria de Políticas para as Mulheres – (11) 2472-1213

*Com Informações da Agências Brasil e SP

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