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Mães atípicas, professores eventuais e motoristas de transporte escolar protestam em frente ao Paço Municipal

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Na manhã de hoje, 6/4, mães atípicas e professores eventuais da rede municipal de ensino e motoristas de transportes escolares realizaram uma manifestação em frente ao Paço Municipal de Guarulhos. Os dois grupos se mobilizaram por conta de pautas não atendidas pela gestão municipal.

Desde que foi iniciado o calendário escolar, mães de alunos com necessidades especiais e professores eventuais se manifestam contra a retirada de auxiliares das salas de aula, o que tem prejudicado a frequência escolar e atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências.

A Prefeitura de Guarulhos, segundo relatos, teria orientado as escolas a adotarem um novo “módulo” de atendimento, modelo que define quantitativos considerados suficientes pela administração para atender os estudantes com deficiência.

Ainda de acordo com os manifestantes, houve o aumento de alunos com diagnóstico dentro do espectro autista, enquanto aumenta o número de professores eventuais, ou seja, os profissionais que auxiliam os alunos dentro de sala.

Os pais e responsáveis por esses alunos denunciam que para obter o apoio, bastava a apresentação de laudo médico para assegurar o atendimento especial. Neste ano, a adoção de módulos, pais e responsáveis teriam sido comunicados que o atendimento individual só será concedido mediante decisão judicial.

Juliane Brinca Tenório, pedagoga e mãe da Yasmin Brinca, de 6 anos, aluna do 1º ano do ensino fundamental, da EPG Anita Malfatti na Ponte Grande, é uma das líderes do movimento das mães e famílias atípicas ressalta que o movimento é para que as crianças tenham direito à educação inclusiva.

“Nossas crianças precisam estudar. O acesso à educação é direito básico, mas da forma que está sendo conduzido, sem professores auxiliares em sala de aula, não há condições nem para as crianças e nem para os profissionais que estão sobrecarregados”, diz Juliane.

Por sua vez, os condutores reivindicam reajustes no repasse financeiro. Os condutores alegam aumento dos custos com documentação, combustível e manutenção, sem correção nos valores pagos pelo serviço. Eles alegam também que os valores que recebem são inferiores aos praticados por motoristas da capital paulista, que recebem um terço a mais.

Os dois grupos tentam negociar com a prefeitura, sem avanços.

Atualização:

Os manifestantes estiveram na Câmara Municipal e conseguiram que alguns vereadores falassem sobre a pauta de mobilização deles na Tribuna.

Na sessão de quarta-feira, 8 de abril, Juliane Brinca Tenório falará na Tribuna Livre

Uma nova mobilização das mães atípicas, professores eventuais e representantes de Transportes escolares está agendada para amanhã, 7/4, 8h30, em frente ao Paço Municipal.

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