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Artistas denunciam abandono de estúdios municipais; Prefeitura justifica que é outra a finalidade principal

Artistas de Guarulhos divulgaram manifesto, acusando a Secretaria Municipal de Educação de deixar inoperantes nove estúdios que eram utilizados por eles. Enviamos questionamentos a esse respeito à Assessoria de Imprensa.

Reproduzimos o manifesto dos artistas e ao final a resposta da Prefeitura:



Artistas de Guarulhos denunciam abandono de estúdios públicos e cobram providências

Artistas e integrantes da cena cultural de Guarulhos demonstram grande insatisfação com a paralisação dos estúdios públicos do município. Segundo apuração, os espaços estão há 20 meses sem funcionamento, prejudicando bandas, músicos independentes e diversos projetos que utilizavam gratuitamente a estrutura para ensaios, gravações e produção de conteúdo.

Os estúdios, 08 unidades nos CEUs (Centros de Educação Unificados) e 01 unidade no CME Adamastor Centro, são vinculados à Secretaria Municipal de Educação através do programa Escola 360 e receberam investimentos em equipamentos profissionais com alto valor. Entretanto, a falta de funcionamento levanta preocupações sobre a conservação desse patrimônio público, que permanece sem uso enquanto a população deixa de contar com um importante espaço de incentivo à cultura, à educação e à comunicação.

Durante alguns anos esses espaços atenderam músicos, bandas, estudantes, podcasters, radialistas, narradores, vinheteiros, youtubers, produtores de conteúdo e cidadãos que utilizavam os estúdios para gravações de projetos pessoais, educacionais, culturais e homenagens. Porém, de acordo com músicos da cidade, O motivo do fechamento é a falta de técnicos especializados para monitorar as atividades, pois os usuários não podem utilizá-los sem supervisão técnica.

Embora os CEUs tenham condições de administrar os espaços, artistas afirmam que as unidades não possuem autonomia para contratar diretamente esses profissionais, pois dependem da liberação de recursos pela Secretaria Municipal de Educação.

Em abril deste ano, uma empresa foi contratada para administrar diversos serviços nos CEUs. No entanto, até o momento, os técnicos dos estúdios ainda não foram contratados, mantendo os espaços fechados e sem previsão oficial de reabertura.

Para representantes da cena cultural, uma solução seria descentralizar a gestão dos recursos, permitindo que cada CEU pudesse contratar os técnicos necessários e retomar rapidamente o funcionamento dos estúdios, até mesmo com os profissionais anteriores.

Com os estúdios fechados há quase dois anos, cresce a preocupação de que um investimento público de alto valor permaneça sem utilização, enquanto equipamentos correm o risco de deterioração e a cidade perde uma importante ferramenta de acesso gratuito à produção cultural, educacional e audiovisual.

Agora, a comunidade artística e os cidadãos que utilizam os estúdios para gravações de projetos pessoais e educacionais aguardam um posicionamento oficial da Prefeitura de Guarulhos e da Secretaria Municipal de Educação sobre as medidas que serão adotadas para a reativação emergencial dos estúdios e devolver esse importante patrimônio público à população.

RESPOSTA DA PREFEITURA

“Em relação ao questionamento, esclarecemos que os estúdios implantados nos CEUs e no CME Adamastor Centro contam com equipamentos de alta complexidade, cuja operação exige profissionais com conhecimento técnico específico, de modo a garantir a utilização adequada, para a preservação do patrimônio público e o pleno aproveitamento de todos os recursos disponíveis.

A descontinuidade das atividades decorre exclusivamente da interrupção unilateral dos serviços pela Organização Social responsável pela execução, que contemplava os profissionais especializados necessários para a operação segura e eficiente dos equipamentos.

É importante destacar que os estúdios foram concebidos como equipamentos de caráter educacional, vinculados à Secretaria de Educação, com finalidade prioritária de desenvolver atividades pedagógicas e atender aos estudantes, especialmente os participantes da Educação Integral e das ações de programas educacionais. 

Embora os estúdios também tenham sido utilizados por bandas, músicos independentes e outros projetos culturais, esse atendimento sempre teve caráter complementar à sua finalidade principal. Dessa forma, não procede a afirmação de que esses públicos estejam sendo diretamente prejudicados pela interrupção temporária, uma vez que a prioridade é o atendimento educacional dos alunos da rede municipal.”

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