Contrariando expectativas de torcedores fanáticos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) foi empossado pelo Congresso Nacional, para seu terceiro mandato, tendo agora como vice-presidente o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB).
A solenidade, sob comando do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), contou com a presença da presidente do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber; do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas) e do procurador-geral da República, Augusto Aras. No plenário, diversos chefes de Estado estrangeiros e os ex-presidentes brasileiros José Sarney e Dilma Roussef.
Ao assinar o termo de posse, Lula pediu para quebrar o protocolo e contou que usaria a caneta que ganhou de um popular do Piauí, durante a campanha à Presidência em 1989, que lhe disse que seria para assinar a posse. Ele perdeu as eleições daquele ano, bem como as de 1994 e 1998; vitorioso em 2002, esqueceu de levar a caneta para a posse, utilizando a caneta do então presidente do Senado, Ramez Tebet, pai da agora ministra Simone Tebet. Em 2006, reeleito, utilizou para a assinatura caneta do Senado. Desta vez, levou a caneta que ganhou e ao usá-la para a assinar o compromisso de posse, disse que o fazia em homenagem ao povo do Piauí, estado que lhe deu elevado percentual de votos na acirrada disputa deste ano.

Em seu discurso, pregou a união do País, teceu críticas ao governo anterior, assumiu compromisso de promover a retomada do desenvolvimento, com proteção ao meio ambiente; explicou os motivos pelos quais resolveu recriar vários ministérios e afirmou que quem cometeu excessos e atentou contra a Democracia há de ser responsabilizado de acordo com a Lei.
A fala do presidente do Senado seguiu o tom de conciliação, de união dos entes federativos e de reforço das instituições democráticas.

Após descer a rampa do Congresso, Lula passou em revista as tropas militares das três forças Armadas. Em seguida, a comitiva presidencial seguiu em carro aberto, cercado por seguranças até o Palácio do Planalto, sendo saudado pela multidão, calculada em 40 mil pessoas, que ocupava todo o espaço ao longo do percurso.


A subida da rampa do Palácio foi acompanhada por representantes de vários segmentos populares: o cacique Raoni, uma mulher, um idoso, um garoto campeão de natação, um rapaz com deficiência, uma catadora de recicláveis e até a cadela “Resistência”, adotada pelo casal Lula e Janja.

Para contornar o incidente diplomático de não haver a transmissão da faixa presidencial do antecessor para Lula, optou-se pela saída estratégica de ser feita a colocação da faixa pela catadora, simbolizando que a transmissão estaria se dando pelo povo brasileiro.
Na sequência, Lula foi ao Parlatório, de onde fez novo discurso, acentuando as questões sociais. Ao falar do imenso contingente de brasileiros passando fome, emocionou-se e chegou às lagrimas, sendo aplaudido pelo público. Pediu união e prometeu trabalhar incansavelmente para que as condições de vida sejam melhores para todo o povo, e defender, acima de tudo, a democracia.
fotos: reprodução da TV

