Ela não queria o nome Maria. Brigava com a mãe porque achava antigo. “Por que não Ana Carolina ou Ana Luiza?”… Mas a mãe amava o nome Maria, como o da avó de Ana. Hoje ela tem orgulho dessa parte do seu nome. “A parte de todas as Marias que um dia fui e ainda serei. Fui a Ana Maria do estacionamento, que tratava os clientes como amigos, escutava suas histórias e muitos continuaram meus amigos até hoje. Fui a Ana Maria do Bolo do Bem, que após a morte da minha mãe, em busca de conhecimento sobre saúde e longevidade, criei a primeira cafeteria sem glúten e sem lácteos da nossa cidade. Conheci muitas Marias, mães, mulheres e filhas em busca de respostas, acreditando que eu, por estar aberta ao bate-papo, talvez tivesse uma solução para alguns dos seus problemas”, desanda a falar.
Foi alí, naquela lojinha, cheia de desafios e também de muito compromisso, que ela descobriu seu lado “Maria” mais forte. Nem tudo deu certo e ela teve que fechar a loja e encarar a realidade. Mas foi nesse momento que descobriu que poderia ser mais útil, não só no físico das pessoas e sim no emocional. “Tive forças pra estudar novamente e ser a Ana Maria que sempre sonhei. Aquele meu lado que se coloca no lugar do outro, que entende a sua dor poderia ajudar as pessoas com algo que eu visse os resultados. Resolvi fazer minha transição de carreira novamente e ser a Ana Maria hipnoterapeuta”, revela.
Ela explica que através da terapia por Hipnose pode ajudar pessoas com depressão, apoio no tratamento a pacientes com câncer e outras doenças, ajudar no emagrecimento, superar medos, traumas… “São tantas coisas que esta ferramenta maravilhosa pode auxiliar! Aos 52 anos, acho que ainda tenho muito a fazer. Tenho esperança de ajudar as pessoas e ser feliz assim”, comenta.
Conclui dizendo que sempre que alguém achou que estava na hora de parar, a Maria que habita dentro do seu peito disse que era para ir em frente. “Minha porção Maria diz pra que eu lute. Diz que nada acabou. E eu sempre creio que estou só no começo”, filosofa.

