O Jornalismo brasileiro está de luto

A morte de Ricardo Boechat deixa uma lacuna irrecuperável.
Cala-se uma das vozes mais brilhantes da nossa mídia.
E das mais corajosas também.
 
Estou realmente muito triste com a notícia de seu falecimento no acidente com um helicóptero no início da tarde de hoje.
 
Todos os dias eu acompanhava parte do jornal da BandNews, apreciando seus inteligentes e altivos comentários.
 
Como ouvir agora o Zé Simão fazendo suas brincadeiras, sem o Boechat do outro lado da linha? Como saber das notícias de bastidores da política trazidas pela Mônica Bergamo, sem a interlocução precisa dele? Como nos acostumar sem aquele cara às vezes sisudo, outras brincalhão, falando com carinho de sua esposa, referindo-se a ela como “minha doce Veruska”, ou a suas filhas, Carolina e Valentina, de quem aprendemos a gostar por causa dele? Onde e quando teremos outro jornalista para falar com naturalidade de uma depressão que o acometeu e até da cirurgia de hemorroidas a que se submeteu?
 
É, minha gente, tanta tranqueira por aí que não faria falta alguma e morre justo um cara que tanto dignificou nossa profissão, como Ricardo Eugênio Boechat.
 
Um fraterno abraço a seus familiares, a todos os seus amigos e aos milhões de ouvintes. A imprensa brasileira perde um de seus expoentes. Fará muita falta.
Valdir Carleto