Nem sempre a imagem que temos sobre nós mesmos e sobre nossas ações corresponde com a realidade ou com a imagem que as outras pessoas possuem sobre nós.

Em meu trabalho de orientação de profissionais costumeiramente me defronto com esta percepção. Muitas vezes, a pessoa se considera querida pelos colegas de trabalho, influente e decisiva para o sucesso dos negócios porém a realidade não costuma ser tão fiel às nossas idealizações.

Costumo provocar uma reflexão quando apresento perguntas como esta:

“ Se você não puder ir trabalhar amanhã, alguém na sua empresa sentirá a sua falta? “

Por mais simples que seja a questão, os resultados costumam ser surpreendentes: temos desde o profissional que tem consciência clara de sua situação profissional, do grau de amizade e credibilidade que conquistou até o outro extremo, profissionais que não sabem, se iludem ou não se importam com a opinião dos colegas ou com a visão que a empresa tem sobre seu desempenho e competências.

Em minhas aulas costumo repetir a história, verídica, do profissional que sobreviveu à inúmeros cortes de pessoal simplesmente porque na hora de elaborar as listas de dispensas ele nunca era lembrado.

Não vamos confundir este tipo de comportamento com timidez, estamos falando aqui do funcionário “camaleão” que não quer: ser lembrado, chamar atenção, se destacar, ou seja, ele está preocupado apenas em pagar suas parcela do crediário.

Desculpe, se ofendi alguém que ainda possa estar lendo este artigo. O propósito aqui é fazer pensar. Pois qualquer mudança só é possível a partir do momento em que a pessoa toma consciência de sua situação e em seguida resolve tomar atitudes e entra em ação de verdade.

E você, já pensou nisto?

Se você faltar amanhã, seus colegas ficarão preocupados? Sua empresa sentirá sua falta?

Pense nisto e bom trabalho!

Prof. Luciano Leite
Psicólogo, orientador de carreira e palestrante
Contato: luciano.leite@bol.com.br

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