Stéphanie Klassa, a voz à espera da fama

Por Talita Ramos

Eloquente, despojada, talentosa e eclética é a cantora e orientadora vocal guarulhense Stéphanie Klassa, que com apenas 24 anos de idade aguarda, ansiosamente, para saber se foi aprovada para mais um fase do programa televisivo The Voice Brasil, do qual já participou da etapa de audições seletivas em São Paulo. Com influência do R&B (rhythm and blues), jazz, soul, bossa-nova, MPB, country pop e rock, a jovem tem por inspiração artistas como: Elis Regina, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Maria Rita, Alceu Valença, Beyoncé, Etta James, John Legend, Beatles, Whitney Houston, Sam Smith, Celine Dion e Jessie J.

Tendo interesse pelo mundo da música desde cedo, a cantora decidiu largar a carreira em moda para seguir cantando. “Depois de passar por várias empresas e ter tido bons resultados em todas elas, percebia que ainda não era 100% feliz e que cantar durante o trabalho era uma constante. Toda vez que estou cantando é quando me sinto completa, feliz, infinita, grata. Eu sempre ouvia coisas do tipo: ‘menina você nasceu pra isso, seu lugar é no palco e não em escritório’ e, de fato, eu entendi que por mais seguras que sejam outras profissões, a única que realmente me dá prazer, que me motiva a curto e longo prazo e que me inspira é a música”, conta Stéphanie.

Segundo ela, enquanto os jurados não podiam esboçar reação, os colegas de audição vibraram com sua voz. “Foi o momento mais tenso que já vivi até hoje, musicalmente falando, mas posso dizer que aquele clima me rendeu uma das minhas performances mais sinceras; estou muito satisfeita com meu desempenho. Agora só falta esperar a próxima etapa e torcer para que eu esteja nela”, afirma, aos risos. Enquanto o resultado não sai, todos aguardam ansiosamente que Stéphanie chegue aos palcos, seja por meio do programa ou por algum outro caminho que a ajude a crescer como artista. “O fato é: ninguém começa de cima e não podemos desistir. Temos de saber observar e encontrar meios e caminhos diferentes que nos levem ao objetivo. É o que tenho feito e é o que, graças a Deus, tenho conseguido cada dia que passa” finaliza, enquanto se prepara para apresentar-se no programa “Máquina da Fama”, no SBT, ainda sem data definida.

Dificuldades

Mas, como em todas as áreas, a da música também tem algumas dificuldades. A cantora conta quais são algumas delas: “A quantidade de músicos é enorme, tem muita gente boa e tem muita concorrência. A maioria dos bares e pubs não se dispõe a pagar um profissional qualificado e, muitas vezes, o que oferecem é um cachê miserável, que para abrir portas, a gente cede, mas em longo prazo fica inviável. Para quem vive disso, fica complicado se manter com tão pouco; afinal, é um trabalho como outro qualquer, que exige dedicação, estudo, responsabilidade e, obviamente, qualidade”, desabafa a cantora.

The Voice

Por influência dos amigos e em busca de realizar um grande sonho, em dezembro Stéphanie decidiu inscrever-se com um vídeo para o programa “The Voice”. O tempo passou e a cantora já nem lembrava mais da inscrição, mas quando junho chegou, veio a notícia de que ela havia sido escolhida para a segunda etapa, conhecida como seletivas regionais. “Fiquei extasiada, tudo mudou depois dali. A seletiva rolou na semana seguinte e foi muito emocionante. A sala de concentração estava lotada. Todo mundo pilhado, até que um garoto com muita atitude propôs que todos se apresentassem e cantassem algo para descontrair e treinar, até que cada um fosse chamado para a audição. Quando me apresentei, foi muito legal. Decidi cantar a música do vídeo pelo qual me selecionaram, que foi ´Radioactive´,
do Imagine Dragons”, conta.

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