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Álcool e gravidez

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A ingestão excessiva de álcool no período da gestação pode desencadear a Síndrome do Alcoolismo Fetal (SAF), que implica problemas graves e irreversíveis ao bebê. Esse transtorno pode comprometer o sistema nervoso da criança e gerar malformação congênita facial, neurológica, cardíaca e renal; déficit de crescimento; atraso no desenvolvimento neuropsicomotor; prejuízos no desenvolvimento cognitivo e comportamental, dentre outros.

A criança com SAF pode apresentar ainda baixo peso ao nascer, microcefalia, alterações na visão e na audição, alterações neurológicas como convulsões, baixo QI, distúrbios comportamentais, dificuldade de aprendizagem, linguagem, memória e atenção. Tais sintomas variam e se diversificam já que a passagem do etanol pela placenta e o grau de metabolização pelo fígado são variáveis.

Ginecologista e obstetra, Mariana Halla explica que o álcool atravessa a placenta pelo sangue materno e concentra-se no liquido amniótico, o qual funciona como um reservatório. Cerca de 40 a 60 minutos após a ingestão, os níveis de álcool no sangue fetal são iguais ao materno.Entretanto, o organismo do feto não está apto a metabolizar o álcool, permanecendo, desse modo, com uma concentração elevada, ou seja, o feto demora duas vezes mais para eliminar o álcool do que a mãe. Ele sente seus efeitos por muito mais tempo e mais intensamente.

Não existe cura para a SAF, mas o tratamento deve ser feito de forma multidisciplinar, incluindo prescrição de medicamentos para certos sintomas, terapia cognitiva comportamental, treinamento com os pais, acompanhamento fisioterápico para os problemas de coordenação motora e acompanhamento psiquiátrico para demais transtornos mentais.

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