quarta-feira, 17 agosto 2022
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Brinquedos educativos colaboram para o desenvolvimento infantil

 

Por Val Oliveira

Celulares, tablets, jogos eletrônicos, brinquedos de toda ordem, que emitem luzes e sons diversos, e uma infinidade de alternativas ultramodernas. As opções para o gosto dos pequenos e os bolsos dos papais podem ser muitas, mas nem sempre o mais colorido ou chamativo, apesar de atraente para a criança ou financeiramente viável, é o mais indicado para ajudar no desenvolvimento dos filhotes. Nesse sentido, os chamados brinquedos educativos têm dupla função: divertir e ensinar.

Segundo a psicóloga e psicopedagoga Mônica de Farias Martins, para as crianças, brincar é tão importante quanto a boa alimentação e o estudo, pois por meio das brincadeiras ocorre o desenvolvimento do olfato, tato, paladar e visão. “As brincadeiras promovem aumento nas ligações neurais, melhoram a coordenação motora, aumentam a velocidade de raciocínio e facilitam a formulação de ideias e conceitos abstratos, garantem melhor qualidade na interação entre a criança e o mundo que a cerca, formando ligações sensoriais e sociais”, explica.

Nesse contexto, é importante esclarecer a diferença entre brinquedo educativo e pedagógico: os pedagógicos são os utilizados nas escolas e os educativos são aqueles em que a criança consegue por si mesma, a partir do manuseio da peça, após erros e acertos, descobrir habilidades, como, por exemplo, encaixar um cubo no espaço correspondente. A psicóloga destaca que os brinquedos eletrônicos não devem ser banidos da vida da criança, porém, devem ser usados com moderação. “O uso indiscriminado tem trazido mais problemas do que benefícios e isso precisa ser reavaliado”, observa.

Já Bruna Rodrigues, da loja Catavento – Brinquedos e Livros educativos -, argumenta que sempre existe um tipo de brinquedo educativo ideal para cada idade ou fase da criança. “Ao adquirir um desses produtos, além de observar a faixa etária, é interessante conferir o tamanho das peças, verificar se os materiais usados na fabricação são atóxicos e seguir as recomendações contidas no manual de instruções do fabricante, para evitar acidentes”, comenta.

Tipo de brinquedo educativo ideal por faixa etária

  • Até 1 ano: Brinquedos coloridos e leves, de várias texturas, para estimular a audição, visão e tato. Ex.: Móbiles, chocalhos e bichinhos de borracha;
  • De 1 a 3 anos: Brinquedos que ativem o movimento corporal (caminhar e se firmar), bem como os que despertam a curiosidade. Ex.: Bola, infláveis e brinquedos que possam ser puxados, empurrados ou montados. Discos musicais e livros de contos também são boas opções;
  • De 3 a 6 anos: Brinquedos que estimulem a criatividade e curiosidade sobre o mundo adulto, por meio da fantasia e da imaginação. Ex.: Cidadezinhas, bonecas e casas de bonecas com móveis, lojas em miniatura com dinheiro de brinquedo, massinhas de modelar e jogos da memória;
  • De 6 a 9 anos: Brinquedos que contribuem para o aprendizado de normas sociais, com brincadeiras ao ar livre e contato com outras crianças. Ex.: Bolinhas de gude, jogos de tabuleiro, corda para pular, patinete e bicicleta;
  • A partir dos 10 anos: Jogos em geral, podendo-se incluir alguns eletrônicos que despertem o raciocínio, a criatividade e sejam um convite para se mexer. Ex.: Jogos de mesa e de tabuleiro, lupa e livros.

Desordem!

É natural que algumas mamães fiquem preocupadas com a bagunça que os baixinhos fazem na hora de brincar. Contudo, a psicóloga e psicopedagoga destaca que é importante deixar a criança livre para explorar e criar suas brincadeiras, mas sempre procurando informar ou apresentar algo novo ao baixinho. “É fundamental ensinar a ter responsabilidades com suas coisas e guardar os brinquedos após terminar. Separe junto com a criança todos os brinquedos que ela não quer mais, aproveitando para estimular a solidariedade”, pontua.
Lembre-se que brincar é fundamental e que os brinquedos, sejam eles eletrônicos, educativos ou pedagógicos, irão ajudar a desenvolver o intelectual e cognitivo da criança, mas sozinhos, sem a participação dos pais, são de pouco valor. “Os brinquedos por si sós não vão estimular adequadamente, se não houver a participação e o envolvimento da família com a criança. A convivência, o toque, o olhar e a comunicação amorosa e segura farão com que a criança se desenvolva plena e feliz. Estar presente na vida dos filhos e brincar com eles são as melhores maneiras de estimular sorrisos e aprendizados. E isso não tem preço! São conhecimentos e recordações que ficarão para sempre na memória das crianças”, finaliza Mônica.

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