Em reportagem feita pelo jornalista Ricardo Senra, da BBC, mostra jovem de 24 anos que é formada em jornalismo e atribuiu essa vitória graças a não opção da mãe pelo aborto.
“No dia em que nasci, o médico falou que eu não teria nenhuma chance de sobreviver. Tenho microcefalia, meu crânio é menor que a média. O doutor falou: ‘ela não vai andar, não vai falar e, com o tempo, entrará em um estado vegetativo até morrer'”.
A escolha do curso veio com a intensão de ser porta-voz da microcefalia e, como projeto final de curso, a jornalista escreveu um livro sobre sua vida e a de outras 5 pessoas com esta síndrome. “Microcefalia não é doença, tá? É síndrome!”. Hoje, Ana Carolina Cáceres, moradora de Campo Grande (MS) escreve para um blog.
Ana se revolta sobre a ação que pede a liberação do aborto em caso de microcefalia no Supremo Tribunal Federal (STF). “Me senti ofendida. Me senti atacada”.
A jovem enfatiza que tudo só foi possível porque sua mãe não optou pelo aborto. “Então, o que recomendo às mães que estão vivendo esse momento é calma. Não se desespere, microcefalia é um nome feio, mas não é esse bicho de sete cabeças, não.”
Confira a reportagem completa clicando aqui.
O que é a Microcefalia?
Microcefalia é quando a cabeça e o cérebro da criança é significativamente menor que os outros da mesma idade. Isso acontece ainda no útero ou na infância, podendo ser também genética.
Não há uma cura definitiva para a microcefalia, mas tratamentos feitos desde a descoberta melhoram o desenvolvimento e qualidade de vida.
Como é transmitida?
A principal preocupação das mães é porque recentemente o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o zika vírus e o surto de casos de microcefalia. O zika vírus, é uma infecção causada pelo vírus ZIKV, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya.
Mas a microcefalia pode ter outras causas, como:
- Infecções como rubéola, citomegalovírus e toxoplasmose;
- Consumo de cigarro, álcool ou drogas como cocaína e heroína durante a gravidez;
- Exposição à radiação durante a gestação;
- Uso de medicamentos contra epilepsia, hepatite ou câncer, nos primeiros 3 meses de gravidez.



