Por Cris Marques
Fotos: Banco de imagens e Rafael Almeida
No dia 21 de fevereiro, a partir da zero hora, acaba o horário de Verão – sistema que adianta os relógios em uma hora durante os meses mais quentes do ano nas regiões Sul, Centro-oeste e Sudeste, para aproveitamento do Sol e economia no uso da energia artificial. E se, para muitos, esse atraso nos relógios, ou volta para o horário normal, significa mais tempo de descanso; para outros, o dia parece mais curto, pois escurece mais cedo, e a rotina fica um pouco mais agitada. Mas, independente de se você é do time dos que gostam ou não da mudança, o fato é que ela pode impactar sua vida mais do que você imagina.
“Seja no começo ou no final do horário de Verão, as pessoas perdem um pouco do ritmo, pois ocorre uma alteração no ciclo circadiano, período de 24 horas, no qual se completam as atividades do ciclo biológico dos seres vivos, o que deixa o metabolismo confuso: aumenta a produção de alguns hormônios e diminui a de outros, como melatonina e cortisol. Resultado: sonolência diurna, irritabilidade, apatia, sensação de fadiga e/ou cansaço, que podem durar de 3 a 10 dias. O efeito é levemente parecido ocorre em viagens para países com fusos horários diferentes, o famoso jet lag”, afirma Rodrigo Romanelli Mesquita, médico generalista especialista em doenças crônicas e medicina preventiva, que atua no IMEG (Instituto de Medicina de Guarulhos).
Ele conta que, para alguns grupos, esses sintomas podem ser mais perigosos, como pacientes com doenças cardiovasculares, idosos, que, pela idade avançada, possuem um metabolismo mais lento, e gestantes. “Até nos adaptarmos ao novo horário, dormimos menos e mal, o que aumenta o nível de estresse pela manhã e aumenta as incidências de ataques cardíacos, complicações cardiovasculares e crises de pressão alta, por exemplo. […] Também é válido mencionar que uma noite mal dormida resulta em déficit de atenção, o que pode causar um aumento no número de acidentes automobilísticos, domésticos ou no ambiente de trabalho”.
Adaptação tranquila
Os efeitos incômodos que esse período traz são passageiros. Por isso, ter paciência é a primeira dica para uma adaptação tranquila; afinal, cada organismo reage de uma forma e uma hora aquilo vai passar. Além disso, existem outras recomendações: “Iniciar o sono noturno um pouco antes, cerca de 10 a 15 minutos, acordar mais cedo do que de costume e, de acordo com as horas dormidas, priorizar a prática de atividades físicas durante o dia e, durante a noite, optar por alimentos mais ricos em fibras e nutrientes e pobres em estimulantes, como a cafeína, pode ajudar”, finaliza o profissional.
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