Quantos vereadores o DEM acha que elegerá?

Tendo o ex-vereador Alan Neto como candidato a prefeito em 2012, o DEM só conseguiu eleger um parlamentar, Daniel Soares, que só logrou eleger-se graças aos votos da Igreja comandada por seu pai, o pastor R. R. Soares.

Neste ano, o nome que disputará a Prefeitura pelo DEM é bem mais nutrido, o deputado federal Eli Corrêa Filho, casado com ninguém menos do que Fran (cislene) Assis de Almeida, provavelmente a mulher mais rica da cidade.

Mesmo assim, o DEM precisará contar com uma excelente chapa de candidatos à vereança para formar uma bancada expressiva, que seja suficiente para reeleger os vereadores atuais que migraram para a sigla. Afinal, além de Daniel “da Graça” Soares, o partido agora tem o Prof. Jesus, Ramos da Padaria, Romildo Santos e cogita-se que Paulo Sérgio também possa ir para o DEM.

Diante desse quadro, parece-me muito dificil para qualquer candidato que já não tenha mandato conquistar uma vaga na nova Câmara, mesmo contando com o aumento de cadeiras para 37.

Em 2012, a maior bancada foi a do PT, com 9 vereadores e é quase impossível que repita essa façanha. Mesmo dentro do partido, admite-se essa dificuldade. Ainda que se considere que, pelo porte que a campanha de Eli possa ter, pelos recursos financeiros de que poderá dispor, ele seja muito bem votado e vá para o segundo turno, é preciso entender que os votos dados ao candidato a prefeito não garantem a mesma votação para o partido, pois o voto não é vinculado.

Para que o DEM consiga eleger muitos vereadores, a soma dos votos de todos os candidatos à Câmara terá de ser bastante elevada. Para isso, o partido precisará de muitos “escadas”, os que têm menos chance, mas ajudam a formar bancada numerosa. Com tantos já vereadores, os que se filiaram ao DEM terão de suar muito a camisa para superar os que já têm mandato.

Não creio que nenhum partido faça 9 cadeiras como fez o PT em 2012. A nova regra que impede que alguém se eleja com menos de 10% do quociente eleitoral só faria diferença se houvesse um excelente puxador de votos, como tem acontecido para a Câmara Federal. A tendência, em minha opinião, é haver uma divisão mais equitativa de cadeiras por partido, tendo em vista que neste ano haverá uma disputa mais equilibrada para a Prefeitura, com vários candidatos que, ao menos relativamente, têm chance de ir para o segundo turno.

Arrisco dizer que as maiores bancadas não terão mais de 6 vereadores. Em outubro, a gente confere. Antes, porém, pelo andar da carruagem, posso rever esta previsão.

 

Valdir Carleto