Começam a surgir especulações a respeito de potenciais nomes para ocupar secretarias municipais, no caso de vitória de um ou de outro candidato a prefeito.
Pedro Notaro cogitou alguns nomes e não faltaram comentários, como se fosse proibido levantar cogitações. Houve quem atribuísse ao jornalista vontade de antecipar-se aos fatos, alegando que agora o importante é ganhar a eleição, para só depois preocupar-se em pensar em nomes para compor o secretariado.
Entendo que alguém que se candidata a prefeito de uma cidade deve ter em mente o eixo central de como será (seria) sua administração, de com quais nomes irá (iria) formar o tabuleiro do poder. Ninguém governa sozinho e é preciso ter uma equipe coesa, coerente, para não correr o risco de ter um secretariado como o de Sebastião Almeida (PT), no qual cada um cuida da sua vidinha, de ter seus apaniguados debaixo do seu guarda-chuva, e a cidade que se lasque. Repito que parece uma orquestra onde cada um toca uma música e o maestro simplesmente perdeu a partitura.
Defendo que, quem quer que seja o próximo prefeito, deva procurar cercar-se de nomes qualificados, ainda que tenham atuado na campanha do adversário. Por exemplo, Notaro citou João Dárcio como suposto secretário da Segurança Pública se Eli for o vitorioso. Arrisco dizer que o vereador reeleito talvez tenha sido o mais eficiente membro da equipe de Almeida. Sem nenhum demérito aos demais nomes cogitados, talvez fosse uma escolha acertada também de Guti, caso seja o eleito no dia 30. Nessa hipótese, JD poderia ser a ponte entre a gestão municipal e o deputado federal Eli Corrêa Filho. Não acredito que Eli deixará de buscar verbas para Guarulhos se vier a perder a eleição. E João Dárcio, que tem bom trânsito com ele, cumpriria bem o papel de porta-voz da gestão municipal perante Eli.
Por outro lado, ainda que a Secretaria de Esporte venha a ser um departamento da de Educação – e defendo que o seja -, parece-me que pessoas de diferentes partidos veem em Wilson David dos Santos, que foi candidato pelo PSB, boas condições para comandar a área. Eli talvez deva pensar nele caso vença a eleição, pois é certo que Guti cogita aproveitá-lo.
Não sou filiado a nenhum partido, não tenho procuração para defender ninguém, mas se fosse eu o prefeito eleito, manteria o ex-vereador Paulo Carvalho na Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Parece-me que ele fez um trabalho reconhecido por todos. Está aí uma sugestão para Guti e para Eli. Aliás, em um tempo em que boa parte do time de Almeida abandonou o barco para se juntar a candidatos ditos de oposição, Paulo Carvalho manteve-se firme com o prefeito e seu partido, PR, foi o único que se coligou com o PT de Pietá. Fidelidade é algo raro na atualidade.
A experiência do vereador Americano e seu conhecimento da cidade são credenciais para ser secretário de Transportes e Trânsito.
E, se o eleito tiver coragem de nomear alguém do PT para a Cultura, creio que o vereador reeleito Edmilson Souza tem bom desempenho, não tendo feito mais por limitações orçamentárias. Mas também creio que ele não aceitaria o convite. Terá a chance de exercitar sua verve oposicionista, qualquer que seja o prefeito, e de destacar-se no Legislativo, cacifando-se – como, aliás, Pedro Notaro já disse – para ser candidato a deputado estadual em 2018, dobrando com Elói Pietá para federal. Alencar e Auriel, sem uso da máquina, terão dificuldades para a reeleição.
Valdir Carleto

