Pesquisa indica que filhos gastarão R$ 182, em média, com o presente do Dia dos Pais

Queda da confiança do consumidor e estagnação do mercado de trabalho são fatores de impacto no consumo nesta data comemorativa - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ticket médio do presente para o Dia dos Pais deve ficar em torno de R$ 182, 1,7% superior ao valor registrado em 2018 (R$ 179,44), segundo a pesquisa de intenção de consumo da Boa Vista – empresa parceira da ACE-Guarulhos – para a data comemorativa. A inflação no período medida pelo IPCA, contudo, foi de cerca de 3,4%.

Ainda de acordo com o levantamento, 52% dos consumidores entrevistados pretendem comprar presentes em função da data, percentual praticamente igual ao de 2018. Por outro lado, houve uma queda de cinco pontos percentuais (de 40% para 35%) entre os que irão gastar mais este ano com a compra do presente, se comparados aos da data passada.

Também de acordo com a pesquisa, 20% dos consumidores pretendem gastar menos nesse ano em relação ao ano anterior. Destes, 45% dizem que a situação econômica atual é o principal motivo para economizar, o que representa um aumento de 9 pontos percentuais em relação ao ano passado.

O segundo motivo apontado pelos consumidores que pretendem gastar menos o Dia dos Pais é a contenção de despesas (24%), seguida por priorizar o pagamento de outras contas da casa (12%).

“Como a recuperação da economia não vem na velocidade que empresários e consumidores desejam, é natural esse comportamento um pouco conservador de quem compra”, apontou o presidente da ACE-Guarulhos, William Paneque, que reforçou a campanha da entidade de incentivar o consumo no comércio local. “Guarulhos tem tudo. Qualquer que seja o presente para seus pais, ele pode ser encontrado na cidade”, completou.

Ainda segundo a pesquisa da Boa Vista, as promoções serão as ações que mais influenciarão a decisão de compra, com 35% das menções. Depois a utilidade do presente (21%) e o desejo do presenteado (20%). 79% irão comprar os presentes dos pais em lojas físicas. Desses, 45% concentrarão as compras em lojas de shoppings centers, 33% em lojas de rua, 15% em redes varejistas e magazines e 2% supermercados/hipermercados.