Especialistas fazem vistoria de prospecção arqueológica para restauro da Casa da Candinha

Parte original da casa é de taipa de pilão (construção de terra), técnica comum no período colonial - Foto: Divulgação

A Secretaria de Obras da Prefeitura de Guarulhos e profissionais do Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB) realizaram na tarde da quarta-feira, dia 18, vistoria técnica para dar início aos serviços especializados de prospecção arqueológica na Casa da Candinha e no entorno. Os trabalhos fazem parte de uma etapa importante do projeto de restauro desta edificação histórica.

Na oportunidade, o IAB fez os primeiros registros fotográficos para o início da prospecção arqueológica. A pesquisa será determinante para o desenvolvimento do projeto de restauro, pois poderá evidenciar antigas estruturas anexas a casa e também de apoio à antiga Fazenda Bananal; bem como, utensílios que podem contribuir para as pesquisas no que diz respeito à formação da sociedade colonial paulista da época.

Não há informações sobre a data de construção da casa-sede da fazenda Bananal, mas estima-se que seja entre o final do século XVIII e início do XIX. A parte original da casa é de taipa de pilão (construção de terra), técnica comum no período colonial.

A fazenda Bananal era remanescente de uma propriedade maior que remonta de 1.717, ano em que o bandeirante paulista Amador Bueno da Veiga recebeu a carta de sesmaria, ou seja, um documento emitido pela autoridade da época que permitia a doação das terras. Segundo historiadores, a descrição remete à porção do território guarulhense entre a zona leste da capital paulista e Mairiporã, correspondendo aos bairros de Tanque Grande, Bananal, Invernada, Taboão, Vila Barros, Cecap e Várzea do Palácio, em Guarulhos.

Trabalho faz parte de uma etapa importante do projeto de restauro desta importante edificação histórica – Foto: Divulgação

*Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Guarulhos