Coluna do Carleto – 27.09.2019

Bom pra uns, péssimo pra muitos

O vereador Maurício Brinquinho (PT) conseguiu a façanha de ficar como fiel da balança na disputa entre os grupos do ex-prefeito Elói Pietá e do deputado federal Alencar Santana, no controle local do Partido dos Trabalhadores. E, no âmbito sindical, tem mostrado força, ao fazer paralisar linhas de ônibus e caminhões da coleta de lixo. Se, com isso, ele mostra boa figura entre os trabalhadores que representa, via Sincoverg, por outro lado, consegue criar problemas imensos para a maioria da população. Vale perguntar: vereador deve trabalhar por uma categoria profissional ou para o povo?

Isso deveria ser revisto?

Que um sindicalista consiga eleger-se para representar a categoria em um Legislativo, é bem razoável. Porém, a partir de então, deveria abrir mão do poder no Sindicato. Lógico que, a exemplo do que já aconteceu com os metalúrgicos, é bem possível que mantivesse influência na entidade. Mas, ficar com um pé em cada canoa tem sido algo de muitas críticas.

Toda diferença

Inúmeras categorias profissionais são imprescindíveis à população. Os trabalhadores da saúde, por exemplo. Uma greve no setor causa prejuízos incalculáveis, até a vidas humanas. Porém, o efeito que causa uma greve de motoristas de ônibus ou dos coletores de lixo é imediato e envolve praticamente toda a população da cidade. O acúmulo de lixo nas ruas por dias seguidos pode representar um risco imenso à saúde pública. É muito poder nas mãos de um mesmo Sindicato, não por acaso presidido por um vereador.

Mulheres na linha de frente

As eleições de 2020 devem ter a maior participação feminina de que se tem notícia na cidade. Para a Câmara e, não duvido, também para a Prefeitura. Quem viver verá.

Candidatos às pencas

Não passa um dia sem que eu fique sabendo de mais alguém que será candidato a vereador. Conquistar votos em 2020 será uma intensa batalha.

Alô, Paulo Carvalho!

Volto a insistir com a Secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana (STMU): façam um estudo para mudar mãos de direção na área central de Cumbica. Já passou da hora de desafogar a rua Brigadeiro Mário Perdigão. Ela recebe todo o tráfego que chega da via Dutra e da Cidade Satélite de Cumbica no sentido da Base Aérea e ainda todos os veículos que chegam ao bairro pela avenida João Veloso da Silva, única alternativa desde o Cecap até Cumbica. Daria perfeitamente para colocar mão dupla no primeiro quarteirão da avenida Santos Dumont ou inverter o sentido do tráfego nesse trecho, desviando o trânsito para a rua Juazeiro do Norte, no sentido da via Dutra. Estreita e íngreme, a Brigadeiro Mário Perdigão não comporta todo o volume de veículos que é a ela direcionado. Outra alternativa, mais radical, seria pôr mão dupla na avenida Monteiro Lobato desde o Parque Cecap até Cumbica, já que o tráfego no sentido do Centro não é tão intenso.

Alô, Márcio Pontes!

Por falar em STMU, assim que Márcio Pontes aposentou-se da Polícia Rodoviária Federal e foi nomeado como adjunto na área de transportes da Prefeitura, sugeri que tratasse com a NovaDutra sobre eliminar as faixas zebradas sob o viaduto Fioravante Iervolino, no sentido de São Paulo. O estreitamento ali colocado não tem mais lógica depois que foi construído outro acesso da pista marginal para a local da rodovia, pois isso provoca lentidão por longo trecho. Imaginei que o fato de ele vir da área de comunicação da autarquia federal facilitasse o trâmite. O tempo passou, e nada aconteceu. Está na hora de voltar ao assunto.

Alô, usuários da Sabesp: cuidado!

Texto editado à 0h21 de 28.09.2019

Novas contas de consumo de água que estão chegando às casas trazem destacadamente no rodapé a expressão “Sujeito a corte no fornecimento”. Porém, mencionam em letra muito pequenas as contas supostamente em atraso. O usuário tem de pesquisar e acaba descobrindo que, embora com débito automático autorizado, há contas que não foram quitadas, mesmo havendo saldo disponível no dia do vencimento. Portanto, se em sua conta constar essa observação, confira se as contas dos meses anteriores, em débito automático, foram mesmo quitadas pelo banco. Independentemente de quem tenha sido o erro, é importante ficar alerta para evitar que o fornecimento seja interrompido e, depois, ter muito mais trabalho e despesa para a religação.