Coluna do Carleto – 11.10.2019

A trave da discórdia

Virou e mexeu, algum caminhão ou guindaste colidia com a base do viaduto da rodovia Presidente Dutra, no trecho em que passa sobre a avenida Guarulhos. Algumas dessas colisões chegaram a comprometer a estrutura da obra. Por isso, a CCR NovaDutra pleiteou e obteve da Prefeitura, durante a gestão de Sebastião Almeida (ex-PT, agora PDT), para construir uma trave com colunas e vigas de ferro, como um delimitador de altura. Assim, se algum veículo superasse o limite, seria contido antes de danificar o viaduto.

A trave da discórdia – 2

Dali em diante, já aconteceram várias colisões no local. Na quinta-feira, 10, uma carreta que transportava containers bateu na trave, derrubando-a. Parte da estrutura caiu sobre a própria carreta e outra em cima do capô de um automóvel que trafegava no sentido contrário. Por muito pouco a pesada viga de ferro não caiu sobre o motorista do carro. Felizmente, ao que se sabe, foram apenas ferimentos leves em duas pessoas. Houv e grande transtorno ao trânsito, pois a avenida teve de ficar interrompida por horas. Mas poderia ter sido muito pior.

A trave da discórdia – 3

Está comprovado que é burrice insistir nesse modelo de proteção, que pode custar vidas. O ideal, evidentemente, é que as pistas da rodovia sejam elevadas, aumentando o vão livre. A CCR alega que foi a Prefeitura, com sucessivos recapeamentos, que reduziu o espaço. Que os técnicos de ambos os lados se debrucem sobre o problema e encontrem uma solução definitiva. Os cidadãos não têm culpa das discórdias entre as várias esferas de poder.

Por falar nisso…

A quantas anda a liberação da rua Soldado Antonio Martins de Oliveira, via que deveria ligar a avenida Guarulhos à rodovia Presidente Dutra, sentido RJ, contornando a C&C? Há muito tempo, houve um desmoronamento da tubulação, a pista ruiu, a rua teve de ser interditada e nunca mais foi liberada.Numa situação de bloqueio como a de ontem, teria sido muito útil.

Semáforos em profusão

É semáforo que não acaba mais. A cada pouco, lá está a Prefeitura instalando mais um. Motoristas t~em se queixado de que, com isso, em vez de melhorar, o trânsito está cada vez pior. A questão ensejará uma matéria específica do portal Click Guarulhos na próxima semana.

Muito tempo no vermelho

Detalhe: alguns estão programados para ficar muito tempo fechados. A demora é tanta que os condutores acabam se distraindo no celular. Quando o sinal abre, até que o sujeito se dê conta, passou tempo e a fila só aumentou. Já sugeri e insisto: a STMU deveria fazer uma experiência, colocando tempo mínimo em cada fase, o que obrigaria os motoristas a ficarem alertas. Funciona muito bem em outros países e em algumas capitais brasileiras. Que tal experimentar?

Todos pela Furp

A defesa da manutenção da Furp nas mãos do governo paulista extrapola a oposição ao governador João Dória. Parlamentares de várias correntes já endossam a campanha. É uma movimento mais do que suprapartidário: é uma causa do povo do estado de São Paulo. Se más administrações levaram a empresa estatal a acumular dívidas, que os erros sejam corrigidos e, se for o caso, para equilibrar o orçamento, que haja realinhamento dos preços de medicamentos por ela produzidos. Afinal, se uma empresa privada vier a encampá-la fatalmente subirá os preços, porque visará lucros. Como o Estado e as prefeituras são grandes compradores dos remédios, fatalmente isso custará mais caro a toda a população. A Furp é do povo e como tal deve ser conservada.

Vale tudo

A empresária Fran Corrêa está ocupando todos os espaços possíveis para mostrar a cara e expressar-se. Há alguns dias, postou fotos de uma palestra que foi proferir em um bairro da periferia. Nesta semana, interpretou o texto do jornalista Roberto Samuel em seu Artigo de Quinta, no YouTube ( https://www.youtube.com/watch?v=C9BLONywASk&fbclid=IwAR12Ma_EHLWfV6dbaTEcJ0W7NRllmkqAerlUn9MuQNeslZ1nl27BnQL41FE). Nome do artigo: “O dinheiro ou a vida!”. Que sina, hein? Até nessa hora tem dinheiro na vida dela.