Maior inundação dos últimos 50 anos deixa pelo menos dois mortos em Veneza

Foto: Comune di Vezenia/Divulgação

A cidade italiana de Veneza ficou inundada devido à mais alta maré dos últimos 50 anos. Pelo menos duas pessoas morreram, segundo as autoridades italianas. O nível da água atingiu 1,87 metro. Muitas outras praças da cidade ficaram inundadas, incluindo a de São Marcos. Somente uma única vez, desde que há registros, se verificou uma maré mais alta, que atingiu 1,94m, em 1966.

Veneza segue sob estado de emergência com o fenômeno da “acqua alta”. Um homem de 78 anos foi eletrocutado ao tentar reiniciar as bombas elétricas em sua residência. Uma segunda vítima foi encontrada morta dentro da própria casa. Ainda não se sabe a causa do óbito. Os dois casos aconteceram na ilha de Pellestrina.

A Basílica de São Marcos ficou inundada. É a sexta vez, em 1.200 anos, que isso ocorre, de acordo com os registros locais. Quatro dessas inundações de grandes proporções aconteceram nos últimos 20 anos.

O pico da subida das águas ocorreu por volta das 22h da noite de ontem (12).

Rua da famosa cidade italiana ficaram completamente inundadas com a atípica alta da maré – Foto: Comune di Venezia

O presidente da Câmara de Veneza, Luigi Brugnaro, informou, pelo Twitter, que algumas escolas estão fechadas e aconselhou as pessoas a ficarem em casa. Nesta quarta-feira (13) é esperado novo pico da maré.

Brugnaro pediu ajuda ao governo para reparar os prejuízos, afirmando que vai declarar estado de desastre.

“A situação é dramática. Pedimos ajuda ao governo. Os custos vão ser elevados. Este é o resultado das mudanças climáticas”, desabafou Brugnaro, no Twitter.

Luigi Brugnaro, presidente da Câmara de Veneza, fez um desabafo sobre o clima global pelo Twitter

Um projeto para proteger a cidade das marés está sendo desenvolvido desde 2003, mas tem sido marcado pelo aumento de custos, escândalos e atrasos. O plano é criar comportas flutuantes para proteger Veneza nas marés altas

*Com informações da emissora pública de televisão de Portugal, via Agência Brasil