Servidores acham-se prejudicados por Projeto de Lei que extingue o Saae

Funcionários do Saae protestam nas galerias da Câmara Municipal de Guarulhos - Foto: Alexandre de Paulo/Click Guarulhos

Servidores do Saae de Guarulhos que não foram absorvidos pela Sabesp queixam-se das condições estabelecidas pelo parágrafo 3o. do Artigo 1o. do Projeto de Lei no. 3871/19, enviado pelo prefeito Guti à Camara Municipal para extinguir o Serviço Autônomo de Água e Esgoto, cujas atividades foram absorvidas pela Sabesp, empresa estadual de saneamento básico.

Do antigo funcionalismo do Saae, parte aderiu ao Plano de Demissão Voluntária, alguns foram aproveitados na Sabesp e os que permaneceram reclamam que as condições previstas na proposta do Executivo municipal não respeitam o que a estatal lhes havia prometido.

Depois de se reunirem pela manhã na sede do Saae no Gopoúva, os funcionários deslocaram-se em passeata até a Câmara Municipal, para protestar e pedir aos vereadores que apresentem emendas ao PL.

Segundo eles, os servidores que ocupavam funções comissionadas passarão a receber o “salário seco”, a partir de janeiro, sem nenhum bônus ou adicional, o que representaria redução de remuneração. Reajuste no vale-refeição também não está previsto, segundo uma fonte que falou “em off” ao Click e que acrescentou: “As horas extras serão zeradas e até o adicional de insalubridade será revisto. Não podemos aceitar isso”.

Uma comissão está indo ao gabinete do prefeito, no Bom Clima, buscando diálogo.

Sessão desta quinta-feira, 12

A pauta da sessão desta quinta-feira estava bem cheia. Com a proximidade do recesso de fim de ano, dá a impressão de que a intenção é limpar a pauta, com o mínimo de debate. A oposição atua exatamente no sentido inverso.
Outro setor que está atento às sessões do Legislativo local é o de moradores do Cidade Maia, área residencial situada atrás da parte alta do Bosque Maia. Eles estão mobilizados visando a impedir alterações na Lei de Zoneamento, por entender que se for permitida a instalação de comércio nas ruas do bairro, eles perderão qualidade de vida e sossego.
“São mínimas as áreas de Guarulhos eminentemente residenciais. Pagamos caro por isso e nos recusamos a aceitar que, de uma hora para outra, instalem bares e outros estabelecimentos em frente ou ao lado de nossas casas”, disse um munícipe à Reportagem do Click. Eles temem que os vereadores votem mudanças no Zoneamento, “de afogadilho”, no apagar das luzes do ano, “quando a opinião pública estiver distraída com assuntos voltados ao Natal e Ano Novo”