Sindicatos de Metalúrgicos fazem acordos para preservar saúde e manter empregos

 

O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, além dos de Osasco, Santo André, São Caetano e Jundiaí e, pelos empregadores, Sindipeças e Sindimaq, contando com participação da Força Sindical e CUT, chegaram ao consenso de firmar acordo, visando à manutenção da saúde dos trabalhadores e dos empregos.

O texto orienta que os trabalhadores considerados de risco – mais de 60 anos e/ou tenham problemas de pressão alta, diabetes, entre outros – permaneçam em casa. Para isso, as empresas podem adotar as medidas previstas na legislação, bem como buscar entendimento junto aos Sindicatos laborais locais para adoção de outras alternativas conjuntas que visem manter os postos de trabalho.

O presidente José Pereira dos Santos e o vice Josinaldo José de Barros (Cabeça) estiveram nas reuniões. Pereira afirma: “A negociação veio no momento certo. É hora de unir esforços para conter o vírus, preservar a saúde e salvar vidas”.

O acordo completo pode ser lido no site www.metalurgico.org.br


Segue Nota Oficial divulgada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos:

Metalúrgicos do Estado firmam acordo
que preserva saúde e mantém empregos

Após reuniões, debates e negociações, entre trabalhadores e patronato, saiu o acordo coletivo para enfrentar a pandemia do coronavírus. Essas tratativas ocorreram semana passada, na Federação dos Metalúrgicos do Estado de S. Paulo. Participaram também nosso presidente José Pereira da Silva e o vice Josinaldo José de Barros (Cabeça).

O ACORDO:

“Caros empresários e trabalhadores:

No dia 25 de março de 2020, em reunião entre empregadores e trabalhadores, sentamos virtualmente o SINDIMAQ, SINAEES e SINDIPEÇAS com as Federações da FORÇA SINDICAL e FEM-CUT, para juntos encontrar alternativas de superação da crise causada pela pandemia do COVID -19, e principalmente unir esforços para preservar a saúde do trabalhador e manter as empresas em atividade, pois nossos setores são responsáveis por boa parte do abastecimento e principalmente dos empregos de todo o País.

Neste momento, devemos agir com BOM SENSO.

Assim, orientamos empresas e trabalhadores, a pedido do Ministério da Saúde, que os trabalhadores considerados de risco – com mais de 60 anos e/ou que tenham problemas de pressão alta, diabetes, cardíacos, entre outros –  permaneçam em casa e para isso as empresas podem adotar as medidas elencadas na legislação vigente, além de buscar entendimento junto aos Sindicatos laborais locais para adoção de outras alternativas conjuntas visando à manutenção de postos de trabalho.

Às empresas e seus trabalhadores fora da zona de risco, que permanecerem trabalhando,  sugerimos sejam adotadas por parte das empresas todas as formas de prevenção e cuidado com a saúde do trabalhador, como, por exemplo, intensificar as medidas de higienização dos locais de trabalho, áreas comuns, bancadas de trabalho, coloquem álcool gel à disposição dos trabalhadores, orientem que lavem as mãos diversas vezes ao dia, reorganizem as áreas de trabalho na medida do possível para que os trabalhadores permaneçam distantes uns dos outros num raio de 1,5 a 2 metros, adotem  jornadas flexíveis de trabalho ou a implantação de mais de um turno, dividindo os trabalhadores, nos refeitórios adotem mais de um turno para refeições, entre outras ações necessárias.

Salientamos que tanto os sindicatos patronais (SINDIMAQ, SINAEES E SINDIPEÇAS) quanto as Federações dos trabalhadores estão abertas para sentar a qualquer momento e discutir situações pontuais que possam surgir por parte das empresas e seus trabalhadores, bem como encontrar medidas alternativas e necessárias para superar a crise.

Iremos buscar junto ao Governo alternativas no sentido de viabilizar e potencializar recursos para a manutenção de postos de trabalho e da produção.

Manteremos aberto o “Fórum de Crise” formado pelos sindicatos patronais e laborais, acima elencados,  e nos reuniremos a qualquer momento conforme as situações forem acontecendo.