Serviço de Acolhimento Bambi reinsere ex-detento no mercado de trabalho

 

Há pouco mais de um ano o pernambucano J.R.S., de 54 anos, conseguiu dar a volta por cima e mudar o rumo da sua vida quando foi morar no Serviço de Acolhimento Institucional Adulto Masculino do Parque Residencial Bambi, um serviço de execução indireta da Prefeitura de Guarulhos, em parceria com a organização da sociedade civil Núcleo Batuíra.

Ele chegou lá sem documentos, depois de ter cumprido pena de 25 anos de reclusão e de viver anos perambulando pelas ruas do Centro, com problemas de alcoolismo e machucado. Reabilitou-se e, desde meados de janeiro, é ajudante-geral em uma transportadora do município.

J.R.S. se diz contente por estar trabalhando com a carteira assinada e já planeja os próximos passos. “Estou feliz, graças a Deus. É ótimo trabalhar e já tenho amizade com bastante gente na transportadora. Tenho plano de arrumar um quarto para morar e continuar trabalhando”, disse o assistido, que também elogiou o Serviço de Acolhimento. “Eu adoro este lugar, que tem respeito com a gente e ajuda em tudo que precisamos”, afirma.

Ações e resultados

A superação é fruto das atribuições do Acolhimento, que cuidou do assistido, providenciando documentação e prótese dentária. Além disso, a equipe profissional do Acolhimento estimula, orienta e encaminha os acolhidos aos cursos oferecidos pelo projeto Nova Chance, da Prefeitura, e depois às vagas de emprego.

Cerca de 150 pessoas já foram beneficiadas pelo Nova Chance – parceria da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (SDAS) com a Associação Paulista de Supermercados (Apas), o Fundo Social de Solidariedade e o Núcleo Batuíra – que promove capacitação na área de alimentação como o curso de panificação artesanal com ênfase em pizza e esfiha, oferecendo certificado. O curso é voltado prioritariamente às pessoas em situação de rua acolhidas pelo serviço para que sejam reinseridas na sociedade e no mercado de trabalho.

O secretário de Desenvolvimento e Assistência Social, Alex Viterale, abordou o caráter dos Acolhimentos. “Eles têm o viés de acolher e de trabalhar a autonomia e independência dos assistidos. Assim, destaco a implantação do projeto Nova Chance nos acolhimentos, que tem como princípio fundamental a formação dos assistidos e sua posterior inserção no mercado de trabalho. Além de acolher a população em situação de rua, o serviço capacita e mostra que é possível retornar ao mercado de trabalho através de uma atuação célere, responsável e competente,” afirmou Alex.

Já a coordenadora do Acolhimento, a assistente social Rita de Cássia Carraro, explicou as atividades desenvolvidas com os acolhidos. “O local trabalha para que os assistidos recriem sua autonomia e independência com objetivo de que consigam retomar sua vida fora do acolhimento e se manter. Realizamos rodas de conversas, atendimentos individuais, incentivamos, trabalhamos a autoestima e também mostramos como se comportar em uma entrevista de emprego”, explicou Rita.

Fábio Nunes Teixeira / PMG