Guti propõe reduzir o próprio salário e o de comissionados durante pandemia

 

O prefeito Guti concedeu entrevista ao programa “Radar de Notícias” na manhã desta quarta-feira (vídeo reproduzido abaixo), quando falou das medidas tomadas em relação à pandemia.

Entre outras novidades, informou que está dialogando com o presidente da Câmara Municipal, Jesus Roque, sobre redução dos próprios rendimentos do prefeito em 50%, dos secretários municipais em 25% e demais comissionados, 15%. Quanto aos vencimentos dos vereadores e servidores do Legislativo, disse que não lhe cabe definir.

A respeito do funcionamento do comércio, afirmou que pode recuar da flexibilização prevista para entrar em vigor em 6 de maio, se a população não colaborar de forma suficiente com o isolamento social. O jornalista Pedro Notaro o questionou a respeito dos salões de cabeleireiros, pois entende que a permissão para os profissionais irem atender clientes nas residências é mais perigosa do que se o funcionamento com regras bem definidas dos salões. Guti discordou, dizendo que, mesmo com hora marcada e evitando aglomerações, seria difícil manter a assepsia dos salões. Ponderou, entretanto, que na fase 2, prevista para dia 6 de maio, cogita-se que esse ramo esteja entre os que podem vir a ser autorizados a funcionar.

Respondeu que a diferença entre data prevista para reabertura gradual do comércio em Guarulhos, dia 6, enquanto o governador João Doria estipulou nova fase a partir do dia 10, se deve ao fato de a Prefeitura trabalhar com os números da cidade e a realidade local, enquanto o Estado avalia a conjuntura mais ampla.

Quanto à compra de máscaras a R$ 6,20, o prefeito repetiu os argumentos já publicados pelo Click Guarulhos, de que no momento da compra, dezenas de fornecedores foram consultados e apenas três dispunham do material para entrega, e que a Prefeitura comprou do que oferecia pelo menor preço no momento, pois a outra alternativa seria não comprar e deixar os servidores da Saúde sem o equipamento de proteção. Respondeu que mandou abrir a sindicância para que tudo fique bem esclarecido e fique demonstrada a lisura no procedimento adotado. Porém, apesar de confiar em seu time, se for verificado que alguém da equipe agiu errado, terá de pagar pelo erro. Adiantou que a Prefeitura precisa comprar respiradores e que, diante da falta do produto no mercado, é possível que se tenha de pagar mais caro do que o preço de mercado anterior à pandemia.

Quanto à entrega do trevo de Bonsucesso e da UPA Taboão (antigo PA Paraíso), respondeu que, diante da urgência dos gastos com a pandemia e com a forte queda na arrecadação – que se calcula em 600 milhões a menos –, a gestão não tem dinheiro para tocar a obra do trevo, nem para equipar a UPA, que poderá, se necessário, ser utilizada como espaço auxiliar, caso aumente a incidência do vírus em Guarulhos.

Admitiu que, no início, imaginava que os danos da pandemia na cidade seriam mais drásticos do que tem sido. A rede hospitalar da cidade está com 63% da capacidade ocupados e o Centro de Combate ao Coronavírus, no Parque Cecap, está com 40% ocupados. Citou que essa situação relativamente tranquila, apesar de lamentar tantas mortes, se deve ao isolamento que até certo ponto está sendo cumprido pela população. Mas que não se pode descuidar, pois o quadro pode mudar repentinamente se muita gente voltar a circular pelas ruas.