A pedido do Click Guarulhos, a Assessoria de Comunicação do Hospital Nipo-Brasileiro, enviou informações prestadas pelo gerente médico da instituição, Rodrigo Borsari, a respeito de como vem sendo enfrentada a pandemia do novo coronavírus e quais os tratamentos que vêm sendo aplicados nos pacientes, para a obtenção dos resultados positivos que tem apresentado. Situado no Parque Novo Mundo, em São Paulo, e mantido pela Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo (Enkyo), é muito utilizado por famílias de Guarulhos.
Segundo Borsari, o Hospital Nipo-Brasileiro vem se preparando para assistir pacientes com covid-19 desde o início de fevereiro, antes mesmo do primeiro caso no Brasil. Desde então, são mantidas reuniões diárias, tanto no aspecto de gestão quanto assistencial; houve fortalecimento da cadeia de suprimentos; reformas e reestruturação dos leitos de UTI, de forma a manter o paciente isolado e treinamento da Equipe Assistencial, para uso adequado de EPIs; alteração de fluxos no Pronto Atendimento, para separar os pacientes suspeitos de covid dos demais casos;

“Por fim, uma vez internado, o paciente é assistido por especialistas: infectologistas, clínicos gerais, pneumologistas e nefrologista, os quais estão alinhados para oferecer o que há de mais seguro nos cuidados desses pacientes. A primeira linha é o tratamento em leitos de enfermaria (apartamentos isolados), nos quais o principal objetivo é monitorar os sinais vitais, clínicos, laboratoriais e de imagem, para identificar os pacientes que possam evoluir com piora e necessitar de cuidados intensivos. Essa doença traz um desafio nesse sentido, porque diferente de outras, com as quais estávamos mais acostumados a lidar, ela causa alterações súbitas e graves do estado geral do paciente. Portanto, a identificação precoce dessas alterações é importante no decorrer do cuidado”, revela.
Quanto a aqueles que necessitam de cuidados intensivos, o gerente clínico informa que são transferidos à UTI e assistidos por uma equipe multiprofissional, com especialistas em terapia intensiva, fisioterapeutas, enfermagem especializada e equipamentos como respiradores e de diálise, com capacidade e especificação para a gravidade desses pacientes.
Conta que esses especialistas reúnem-se diariamente, discutindo os principais artigos científicos nacionais e internacionais, além de dividir suas experiências pessoais para prover o melhor tratamento disponível.
Indagado sobre qual medicação tem sido utilizada para tratamento dos pacientes recuperados, disse que o que se pode afirmar de todas essas ações é que não há um protocolo definido com essa ou aquela medicação que seja aplicável à maioria dos pacientes. “Em nossa experiência, o suporte individualizado, adequado e cuidadoso de ventilação mecânica e manutenção do equilíbrio dos demais sistemas como o renal, por exemplo, além do cardiovascular, já bem estabelecidos pela literatura médica, são a chave para a melhora lenta e gradual dos pacientes mais graves”, afirmou.
O superintendente geral do Nipo-Brasileiro, Walter Amauchi, ressaltou o trabalho voluntário de mais de 70 médicos do hospital, no atendimento remoto aos pacientes suspeitos e confirmados de Covid, após alta hospitalar e do pronto atendimento. Até esta semana, são aproximadamente 500 pessoas monitoradas. “Esse trabalho tem colaborado muito na segurança, recuperação física e emocional dos pacientes tratados no Hospital Nipo-Brasileiro”, completou.

