Dados de celulares e computadores do governador do RJ foram apreendidos

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel fala à imprensa após visita a Estação de Tratamento de Água Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense
 

A Operação Placebo, posta em prática na manhã desta terça-feira no Rio de Janeiro, foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça, a pedido da Procuradoria Geral da República, por ter recebido indícios de superfaturamento e outras irregularidades em contratos do governo estadual do RJ em ações contra a pandemia.

O ministro do STJ Benedito Gonçalves autorizou, mesmo sem ter sido pedida, até a quebra dos sigilos bancário e telefônico dos investigados, inclusive do governador Wilson Witzel e sua esposa, Helena Witzel. Ela mantém um escritório de advocacia que teria recebido recursos de empresas envolvidas nos contratos ou cujos dirigentes têm ligação com empresas e organização da sociedade civil contratada.

Gonçalves entendeu necessário autorizar a verificação dos dados salvos na aparelhagem eletrônica, mesmo que estejam em nuvem.

O governador Witzel declara nada ter a esconder e que seus sigilos estavam naturalmente à disposição das autoridades.

foto de Tomaz Silva/Agência Brasil