Diante das decisões anunciadas no início da tarde pelo governo estadual, o Click Guarulhos enviou questionamento à Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Guarulhos sobre qual atitude será tomada pela Administração quanto ao fato de São Paulo poder reabrir os shoppings, ainda que com restrições, a partir de 1o. de junho, e Guarulhos, não. A resposta é que “as medidas continuam as mesmas em Guarulhos definidas pelo decreto municipal 36843, vigente até o próximo dia 29″.
Em nova mensagem, argumentamos que, ao que nos parece, se os shoppings de São Paulo abrirem, mesmo com restrições, consumidores de Guarulhos irão deslocar-se para a Capital, o que haveria de ser argumentado perante o governo do Estado, já que, dada a proximidade das duas cidades, o fluxo de guarulhenses para São Paulo pode afetar o índice de isolamento de lá.
A Assessoria de Imprensa respondeu:
“Em relação ao anúncio do Governo do Estado, sobre a flexibilização das regras da reabertura da economia em São Paulo, o prefeito de Guarulhos, Guti (PSD), recebeu com estranheza os critérios utilizados para liberar apenas a Capital, em detrimento dos demais municípios da Região Metropolitana. Ele informa que Guarulhos apresenta índices de casos confirmados e mortes, proporcionais à população, muito inferiores aos registrados em São Paulo. Também entende que a capital não obedece a todos os critérios estabelecidos para ser incluída entre as cidades com reabertura imediata. Lembra, inclusive, que Guarulhos contava com um plano de flexibilização, cuja segunda fase se iniciaria em 8 de maio passado, mas que não foi colocado em prática para respeitar a orientação do Estado para que todos os municípios da RMSP atuassem em bloco. A Prefeitura de Guarulhos, respeitando o princípio de defesa da vida, deverá anunciar até a próxima sexta-feira, dia 29, quando vence o decreto em vigor em relação à quarentena, as novas regras de reabertura da economia local. Em paralelo, em que pese os altos índices de ocupação de leitos médicos, a Secretaria Municipal de Saúde anunciará o incremento de novos leitos de UTI voltados ao atendimento de pacientes com coronavírus.”

