Índice de recuperados de covid-19 no mundo é de 44,553% do total de casos

 

Embora o número de mortes por covid-19 – ou atribuídas à doença, como muitos preferem classificar – continue subindo a cada poucos segundos no mundo, o índice de pacientes recuperados vem aumentando dia após dia, o que indica que muitos países ultrapassaram a fase chamada de pico.

Neste domingo, último dia de maio, às 11h25, segundo o site https://www.worldometers.info/coronavirus/ , o mundo atingiu 6.196.535 casos confirmados, dos quais 371.596 resultaram em mortes. O dado positivo é que o total de pacientes recuperados chega a 2.760.722, o que representa 44,553% dos casos. Os que continuam ativos são 3.064.217.

A média do mundo é prejudicada pelos índices de alguns países, como os Estados Unidos. Lá, de um total de 1.818.996 casos confirmados, apenas 535.361 (29,43) foram recuperados. Há 1.178.024 pacientes em tratamento. As mortes somaram 105.611.

Sem os Estados Unidos, o índice do mundo já aponta para o declínio da pandemia: restariam 4.377.539 casos confirmados e 2.225.361 recuperados, que representam 50,836% de todos que se infectaram e tiveram registro.

No Brasil, surpreende o número de novos casos ativos a cada dia. Estados onde a pandemia parecia não atingir de forma tão drástica, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, têm tido recordes diários de novos casos e de mortes. Por outro lado, o estado de São Paulo, por onde o vírus começou no país e que por algum tempo representou mais da metade dos casos do Brasil, tem agora 21,344% dos casos e 26,088% das mortes no país. A população do estado de SP (43.993.159) representa 20,71% da do Brasil (212.430.396).

Ao todo, o Brasil está com 501.985 casos confirmados, 28.872 mortes e 205.371 pacientes recuperados, o que representa 40,912% do total. Os casos ativos são 267.742.

A situação poderá ser considerada a caminho do fim da pandemia quando esses índices de 44,553% no mundo e de 40,912% no Brasil ultrapassarem os 50%. O percentual que afirmamos no início do texto que vem subindo é em ínfimo diante do necessário.

Até lá, é preciso que todos os cuidados continuem sendo mantidos e que a parte da população que ainda não se conscientizou da gravidade passe a ter empatia, que é o sentimento de se colocar no lugar do outro, não querer para o próximo aquilo que não deseja para si mesmo e, em resumo, assumir todas as precauções para não ser um agente propagador do vírus. É imprescindível considerar que todos os números citados são de casos e mortes que foram oficializados. Há um percentual imenso de pessoas assintomáticas, que podem ter pegado o vírus, não sentiram praticamente nada e talvez o tenham transmitido a outras pessoas. O uso de máscaras nas vias públicas, mesmo nas áreas comuns de condomínios, é um sinal de respeito e uma forma inteligente – ainda que incômoda – de preservar a própria vida e a dos outros.

Valdir Carleto