Usuários do transporte coletivo em Guarulhos reclamam da circulação de ambulantes e pedintes nos ônibus.
Passageiros afirmam que alguns deles, às vezes atribuindo-se terem sido recuperados de vícios e que dependem de ajuda para sobreviver, passam pelos bancos, colocando embalagens de doces no colo das pessoas, e em seguida retornam buscando receber o valor da mercadoria, o que, na opinião de um internauta, contraria as regras para evitar contaminação, já que não se sabe a procedência dos produtos, nem há no momento condições de higienizar as embalagens.
Um internauta relatou que há ambulantes que agem de forma a intimidar os passageiros, como se todos tivessem obrigação de adquirir os produtos que querem vender.
Enviamos mensagem à Assessoria de Imprensa, pedindo que essa prática seja objeto de maior rigor na fiscalização, independentemente das razões humanitárias que se tenha para tolerá-la.
Resposta da Prefeitura
“A Prefeitura de Guarulhos esclarece que é proibida a comercialização de qualquer tipo de produto dentro dos coletivos municipais. O Departamento de Transportes realiza essa fiscalização e procura coibir a venda irregular. Contudo, não dá para fiscalizar todas as linhas simultaneamente e a ação irregular ocorre justamente quando não há a presença do fiscal. Nesses casos os passageiros podem denunciar para a Central de Inteligência Integrada de Guarulhos (CIIG), 2475-6996, em quais linhas incidem esses problemas. Vale lembrar que essa ocorrência não se resume a Guarulhos mas que acontece em todo o país (no metrô de São Paulo e do Rio é recorrente, por exemplo), ainda mais agravado pelo aumento da recessão provocada pela pandemia. Outro detalhe: desde 2009 pedir esmola não é mais contravenção penal (lei federal 11.983/09).”

