Servidores do Judiciário manifestam-se contra a volta ao trabalho presencial

 

O Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário de São Paulo (Sindjesp) divulgou manifesto na sexta-feira, 7 de agosto, identificado como Dia Nacional de Lutas e Luto, criticando a postura do governo Bolsonaro frente à pandemia.

No texto, lamenta “a assombrosa marca de 100 mil vidas perdidas, cada qual com sua história, planos, afetos, famílias”.

Afirma que muitas categorias de trabalhadores temem o retorno ao trabalho presencial, sobretudo por terem em sua convivência pessoas do grupo de risco. No dia 24 de julho, trabalhadores do Judiciário estadual deliberaram que não é hora de retomar as atividades presenciais e aprovaram a greve sanitária ou ambiental, com a manutenção do trabalho remoto, que, conforme consta no manifesto, vem funcionando bem e com aumento de produtividade, segundo o próprio Tribunal de Justiça.

Explica que os processos físicos já deveriam ter sido digitalizados e que a greve não defende que não haja trabalho, mas que ele continue sendo realizado remotamente, com o atendimento dos casos urgentes, via plantão. “Tal medida tenta proteger não só os trabalhadores do Judiciário, efetivos e terceirizados, mas todo o público que também estará exposto ao adentrar os fóruns, visto que a maioria enfrenta metrô e ônibus superlotados, elevadores apertados, cartórios sem possibilidade de isolamento”, menciona.

O Sindjesp conclui defendendo que nada deve ter mais importância do que a vida. Cita que já há casos de mortos e infectados, desde que o trabalho presencial foi retomado. Responsabiliza o Tribunal de Justiça por essas mortes e exige a continuidade do trabalho remoto do TJSP e 30 dias de quarentena.