Documentários para assistir no friozinho do fim de semana

 

O Dia do Documentário Brasileiro é comemorado em 7 de agosto. A data foi determinada pela Associação Brasileira de Documentaristas (ABD), para homenagear Olney São Paulo, cineasta baiano que é autor de títulos como “O profeta de Feira de Santana” (1970) e “Ciganos do Nordeste (1976)”. Olney foi preso e torturado durante a ditadura militar em decorrência do filme “Manhã Cinzenta” (1969).

Segundo a Ancine (Agência Nacional do Cinema), desde 1995, foram lançados 675 documentários. O gênero é mais curto do que um filme e geralmente fica fora do grande streaming, com temas que aprofundam mais alguma situação e mostram a realidade dos personagens buscando estender as narrativas.

Segundo o site da Secretaria Especial da Cultura, o governo disponibiliza na Cinemateca Brasileira o acesso a vários conteúdos on-line e no catálogo físico, disponível na sede da entidade. Nesta pandemia em que o isolamento foi o meio de conter o contágio, pode-se aproveitar o período para assistir a filmes e séries que possam nos inspirar e melhorar a nossa carreira.

Para Leandro Rampazzo, Ceo da Godiva Propaganda, o audiovisual brasileiro sempre esteve num roll de destaque internacional; porém nos últimos dois anos houve a popularização do gênero. “O que vejo é que desde de 2018, o público em geral tem buscado mais produções nacionais, que têm se mostrado à altura das internacionais. Acredito que é de extrema importância munir-se destes conteúdos, principalmente para compreendermos diversos recortes do país”, afirma Leandro.

Pensando nisso, ele elaborou uma lista com 5 documentários para quem quiser dar uma guinada na carreira em 2020:

• O Sal da Terra (de Wim Wenders e Juliano Salgado – 2014).

O documentário foi em 2015 indicado ao Oscar como melhor documentário. E conta a história do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, que sobre seu projeto “Genesis”, uma expedição que tem como objetivo registrar, através de fotografias, civilizações e locais pouco explorados. Sebastião mostra a importância de viajar e conhecer outras culturas. Essa bagagem de experiências agregará na sua profissão e no respeito às diferenças na empresa.

•Lixo Extraordinário (de Lucy Walker -2010)

O artista plástico Vik Muniz tem um projeto junto com catadores de material reciclável em um dos maiores aterros controlados do mundo, localizado no Jardim Gramacho, bairro periférico de Duque de Caxias. A narrativa mostra o trabalho que é feito no lixão e como os materiais viram arte. Walker traz para a carreira profissional uma reflexão da sustentabilidade. O documentário serve para refletir sobre ações sustentáveis possíveis de serem aplicadas nas empresas.

• Um novo Capitalismo (Henry Grazinol – 2017)

O longa-metragem, produzido pela Talk Filmes e pela Dois e Meio Inteligência em Negócios Sociais, conta a história de cinco empreendedores sociais do Brasil, da Índia e do México que encontraram uma alternativa: construir um novo capitalismo, mais justo e humano. Criadores de empresas com impacto social, eles acreditam que é possível ter negócios lucrativos e ao mesmo tempo acabar com a pobreza no mundo. Henry nos traz a importância de ter aderência aos valores da empresa em que se trabalha. Quando avaliar onde você quer trabalhar: pesquise sobre o que a empresa acredita e pratica a sociedade. Disponível na Netflix.

• Carta para além dos muros (André Canto 2019)

Através da costura desta complexa colcha de retalhos, o filme investiga e expõe o estigma e a discriminação como produtos de uma sociedade que insiste em manter marginalizadas as pessoas que vivem com HIV, mesmo 30 anos depois do início das contaminações. Mais um documentário que mostra a importância de respeitar as diversidades e diferenças nas empresas. Serve como inspiração para todos se respeitem, sem distinção. Disponível na Netflix.

•Encontro com Milton Santos: o mundo global visto do lado de cá (Sílvio Tendler – 2006)

Como em uma entrevista, o diretor Sílvio Tendler debate o que a globalização influenciou na vida das pessoas a partir das percepções do geógrafo brasileiro Milton Santos. A narrativa mostra diferentes aspectos que impulsionaram os efeitos da globalização e das relações sociais. Importante esta análise para entender o Brasil de hoje e como isso influenciou na utilização da terra, do trabalho e das nossas vidas. As filmagens aconteceram 3 meses antes da morte de Milton Santos. Vale muito a pena conferir.