Cuidado onde pisa ao fazer uma caminhada!

 

O internauta Jadão Corsine, atento seguidor do Click Guarulhos, sugere falar de cenas recorrentes que ele tem visto na região da Vila Augusta, e que se repetem por toda Guarulhos e, por que não dizer, em praticamente todo o Brasil.

Ele caminha por seis quilômetros diariamente e comenta que, embora seja um bairro dotado de boa estrutura e que abriga famílias de poder aquisitivo e nível social de padrão razoável, notoriamente acima da média, observa comportamentos que não são condizentes com o que se poderia esperar de uma população com essas características.

Jadão menciona que o bairro é bastante verticalizado e que muitas famílias criam cachorros nos apartamentos. Os bichinhos ficam ali confinados, até que seus donos tenham um tempo para levá-los a dar uma volta. O lamentável é que as pessoas esquecem-se de levar uma sacolinha para recolher as fezes que, invariavelmente, os cães liberam pelas calçadas, o que torna impossível caminhar sem o risco de levar um escorregão ou, no mínimo, pisar numa dessas armadilhas malcheirosas. Ele cita que muitos até levam os saquinhos para recolher as fezes; porém, descartam os saquinhos nas calçadas, em vez de jogá-los em lugar adequado.

Se não bastassem as sujeiras dos cães, agora as calçadas viraram depósitos de máscaras de proteção. Jadão salienta, com razão, que as pessoas as descartam sem a menor cerimônia, assim como fazem com restos de construção. “Isso mostra que nível sócio-cultural-econômico nada tem a ver com educação. Peço que escreva a respeito disso, para tentar sensibilizar as pessoas”, conclui o internauta.

Ele tem toda razão: não são anos de estudo, nem quanto a pessoa tem de renda familiar que define seu nível de educação, ao contrário do que se poderia esperar. Se isso só ocorresse nos arredores da Vila Augusta, seria o caso de fazer um campanha localizada, criar uma blitz para multar quem deixa uns e outros detritos nas ruas. Infelizmente, cenas semelhantes são observadas em praticamente todos os lugares.

No caso das máscaras, há o agravante de que podem estar contaminadas com o novo coronavírus. As máscaras descartáveis devem ser jogadas junto com o lixo orgânico e com cuidado, embaladas em plástico, para evitar que contaminem o solo. Jamais colocá-las junto com materiais recicláveis, para que não transmitam o vírus a pessoas que vivem dessa atividade. Muito menos jogá-las nas ruas.

Esse é um ensinamento que devemos transmitir às crianças, procurando fazer com que as novas gerações tenham mais respeito pela natureza e pelos outros seres humanos do que os adultos atuais têm demonstrado.

Valdir Carleto