Festas em ruas da Ponte Alta varam a madrugada e incomodam vizinhos

 

Moradores da Ponte Alta reclamam da realização de festas em vias públicas, começando perto da meia-noite de sábado e indo até as 9h da manhã de domingo.

Há aglomeração de pessoas, música em alto volume, com letras carregadas de palavrões, na rua José Mantovani. Informam que ninguém consegue dormir. Vídeos enviados à Redação comprovam as queixas. Internauta que os enviou pede para que não sejam divulgados, com medo de sofrer represálias. Pela mesma razão, a fotografia em destaque é meramente ilustrativa.

Uma moradora informa que a Polícia foi ao local, dispersou a multidão com bombas, as pessoas correram, mas depois que as viaturas foram embora, retornaram e a festa continuou.

Segundo os queixosos, a PM esteve mais uma vez no local. Houve nova dispersão, mas às 3h da manhã as pessoas voltaram e a festa só parou com dia claro, entre 8h e 9h.

Pede-se que as autoridades municipais somem-se à PM para que os moradores consigam ter direito a noite de sono.

Segue arquivo de áudio gravado de madrugada, enquanto rolava de tudo em plena rua.

RESPOSTA DA PREFEITURA

A Guarda Civil Municipal de Guarulhos (GCM) esclarece que os relatos de perturbação do sossego público devem ser denunciados pelos telefones 2475-9444 e 153 (emergências) para que possam ser atendidos. No último final de semana duas denúncias no bairro da Ponte Alta acabaram sendo verificadas in loco. Essas ocorrências foram resolvidas com a presença dos GCMs, que conversaram com as partes envolvidas, não sendo necessário o uso de força.

A AVERIGUAR

A julgar pelo relato dos moradores e a resposta da Prefeitura, não se trata do mesmo local.

Fica o registro para que, em caso de nova ocorrência, os moradores incomodados possam ligar para os telefones citados, para pedir a presença da GCM.

PUNIR OS RESPONSÁVEIS

Principalmente por causa da pandemia, esse tipo de aglomeração jamais poderia acontecer, ainda mais avançando pela madrugada. Há pessoas que trabalham aos domingos e mesmo quem não trabalha tem direito de descansar sem essa perturbação do sossego.

Mais importante do que comparecer para tentar acabar com a festa, é que se investigue quem são as pessoas que organizam essas festas, quais interesses têm para que as façam e punir exemplarmente os responsáveis. Para que isso seja possível, terá de haver integração das forças de segurança municipais e estaduais.