Sindicato dos Hospitais manifesta-se sobre aumento de casos de covid

Paciente com suspeita da doença esteve na região da Lombardia, no Norte da Itália, no período de 9 a 21 de fevereiro – Foto: Fernando Bizerra
 
Têm circulado nas redes sociais muitos comentários sobre crescente número de novos casos de contaminação com o coronavírus, principalmente em decorrência de notícia de que teriam aumentado de forma significativa as internações em alguns hospitais de elite, como Sírio-Libanês, HCor, VilaNova Star e São Camilo.

Nas postagens, muitos internautas questionam se estaria havendo manipulação das informações oficiais, para não prejudicar prefeitos que buscam a reeleição. O sistema que ficou fora do ar por dois dias, impedindo a totalização dos municípios, foi o do Ministério da Saúde, que, como órgão federal, se assim agisse estaria beneficiando tanto prefeitos aliados quanto adversários, o que leva a crer que houve, efetivamente, problemas técnicos.

Em decorrência, o Sindicato dos Hospitais particulares do Estado de São Paulo divulgou a seguinte Nota Oficial:


Aumento de internações Covid – esclarecimentos 

 
O SindHosp- Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo avalia que o aumento no número de internações em alguns hospitais privados da capital ainda não é conclusivo, ou seja, não há dados suficientes para afirmar que o crescimento ê generalizado na capital ou no estado de São Paulo. “As informações de aumento de internações são ainda localizados nestas instituições de referência e ainda não podem ser confirmados como tendência histórica. Precisamos analisar se realmente há aumento de casos de internações e em que frequência isso acontece. O importante é que as pessoas se mantenham vigilantes com as medidas sanitárias”, destaca o presidente do SindHosp, o médico Francisco Balestrin. O SindHosp representa 44 mil serviços de saúde privados e lucrativos no estado, sendo 466 hospitais, dos quais 116 na capital. 

Sindicato alerta sobre prevençăo 

A entidade faz um alerta para que a população mantenha ativos os hábitos de prevenção contra a Covid-19 como o uso de máscaras, lavagem constante das mãos, uso do álcool em gel e o distanciamento social .”Após meses em quarentena, as pessoas tendem a relaxar com essas medidas, o que especialistas em comportamento humano chamam de fadiga de cuidado”, afirma o presidente do SindHosp .