Carreta desgovernada invade condomínio

 

Uma carreta – composta por um caminhão basculante (placas CVJ-5171, de Guarulhos), acoplado a uma plataforma –, transportando uma retroescavadeira, estacionou na rua Rio do Campo, travessa da avenida Brigadeiro Faria Lima, no Jardim Jovaia, os freios não suportaram o peso da máquina e o veículo desceu, desgovernado, cruzou a avenida, derrubou o muro do condomínio Fatto Sport Faria Lima e só não caiu sobre o estacionamento porque o eixo foi contido pelo tronco de uma árvore.

A colisão aconteceu por volta das 14h30 desta quinta-feira, 24/12, e assustou as pessoas que ali passavam e, principalmente, os moradores do condomínio, pois, se não fosse a árvore, pode ser que os pilares do estacionamento não suportassem o peso e as consequências seriam imprevisíveis.

Antes de cruzar a avenida,
o caminhão colidiu com um automóvel Chevrolet Onix, que estava estacionado na rua Rio do Campo, danificando sua traseira e a lateral.

Uma motocicleta também foi atingida. No interior do condomínio, um carro sofreu danos pelas pedras movimentadas pelo choque o caminhão com o muro.






Texto editado às 19h:

A Polícia Militar foi chamada, isolou o local, e até o momento em que a Reportagem ali esteve no primeiro momento, o motorista da carreta não havia sido identificado. Uma versão é de que ele havia saltado quando percebeu que o veículo estava sem freios. Outra é que a carreta estava estacionada, sem o condutor, e desceu a rua. Essa é a correta: ele em nenhum momento ausentou-se do local do acidente. Conta que estava perto do veículo, com seu filho, quando o comboio começou a descer e por pouco não atropelou o garoto. Quando as primeiras fotos foram feitas, consta que ele estava sentado na lateral do muro do condomínio, se refazendo do susto.

Como se vê nas fotos, os pneus do caminhão – tanto dianteiros quanto traseiros – estão lisos.

Felizmente, os danos são só materiais. Mas, o acidente poderia ter sido muito pior. Condôminos do Fatto há muito se queixam das sequentes colisões e atropelamentos que acontecem nessa confluência. Alguns defendem que a mão de direção da rua Rio do Campo seja invertida, como forma de disciplinar o trânsito ali. Outros querem que seja proibida a conversão à esquerda para quem dirige no sentido do bairro: esses motoristas teriam de cruzar a avenida no semáforo da praça situada metros depois.

Operação complicada para retirada



Além de um caminhão tanque do Corpo de Bombeiros, utilizada para bloquear a avenida, foi necessário o concurso da GCM, pessoal do Trânsito, Polícia Militar e diversos guinchos particulares para a remoção. Até a retroescavadeira envolvida no acidente foi utilizada para ajudar a puxar a plataforma que a transportava.